Iluminação escassa

No Vitória Régia, vizinhos cobram mais vigilância em parque ecológico

Para tornar o ambiente mais seguro, a Prefeitura implantará, em convênio com a Polícia Militar, a Atividade Delegada, a qual prevê a ronda policial no interior do local

ANDRÉ ESTEVES • 05/08/2018 05:58:00

Iluminação escassa à noite faz usuários buscarem parque durante o dia. Foto: José Reis

Moradores do Parque Residencial Vitória Régia, em Presidente Prudente, têm como opção de lazer o Parque Ecológico Nelson Roberto Bugalho, situado ao lado do bairro. Orçado em mais de R$ 3,5 milhões e composto por uma área verde com 163 mil metros quadrados, o local oportunizou aos munícipes daquela região ambientes para caminhada, atividades esportivas e recreativas e acesso à internet gratuita, no entanto, o usufruto dos benefícios se tornou mais difícil durante o período noturno, em virtude da iluminação escassa, conforme descrevem os usuários. Isso porque o espaço é alvo do furto dos cabos elétricos. Para impedir a reincidência dos delitos, a população sugere a intensificação dos serviços de vigilância e monitoramento da área.

A dona de casa Neuza Barbosa da Silva, 75 anos, relata que o parque foi um “ganho maravilhoso” para os habitantes e, a princípio, todas as luzes ficavam acesas. No entanto, assim que os furtos começaram a ocorrer, frequentar o local durante a noite se tornou “inviável”. Ela menciona que o prefeito Nelson Roberto Bugalho (PTB), cujo pai é homenageado pelo espaço, esteve no local na semana passada para participar do projeto “Domingo no Parque”, e afirmou que a situação seria solucionada. No entanto, observa que “nada de efetivo” pode ser visto ainda. O aposentado Antônio Dias da Silva, 75 anos, afirma que já constatou um guarda cuidando do local, porém, acredita que apenas um homem não é suficiente para garantir a vigilância de toda a área.

Para ele, a Polícia Militar deveria operar um posto policial em um prédio localizado dentro do parque, a fim de assegurar não só o espaço, mas toda aquela região. A Prefeitura, entretanto, esclarece que as instalações, antes destinadas para receber alunos do Programa Cidadescola, da rede municipal de Educação, servem de sede para a administração do parque. “Uma parte ainda será transformada em uma sala educativa para receber grupos de estudantes e de escoteiros”, comenta.

A agente de telemarketing Fabiana Ferreira, 42 anos, relata que já ouviu falar do furto de fiação em três diferentes vezes e, por isso, pondera “estar mais do que na hora” de ampliar o quadro de guardas responsáveis por monitorar o local. Ela argumenta que, enquanto estiver escuro, usuários ficarão afastados do parque por temerem utilizá-lo e serem abordados por pessoas mal intencionadas. Também está de acordo o comerciante Odailton Novaes Pereira, 42 anos, que relata dispor de pouco tempo para frequentar a área, porém, se preocupa com a segurança local. “Se houvesse mais vigilância, todos visitariam com mais tranquilidade”, avalia.

Em nota, a Secom (Secretaria Municipal de Comunicação) informa que o parque constantemente sofre depredações, como a destruição de alambrados e furto de fios. Sendo assim, solicita que a população contribua denunciando estes atos por meio do telefone 156. A administração salienta que, atualmente, o espaço está com alguns postes sem iluminação, mas que as lâmpadas serão devidamente trocadas. E, para tornar o ambiente mais seguro, adianta que a Prefeitura implantará, em convênio com a Polícia Militar, a Atividade Delegada, a qual prevê a ronda policial no interior do parque.

Bebedouros

Uma demanda antiga é também a instalação de bebedouros no local. O pedreiro Reginaldo Rossetti, 45 anos, diz compreender quando encontra o espaço sujo, uma vez que “os usuários nem sempre são conscientes quanto ao lixo e acabam fazendo o descarte incorreto”, porém, não entende por que ainda não há a disponibilização de água para os frequentadores, que precisam estar munidos de uma garrafinha – e, ainda assim, não têm onde reenchê-la caso consumam todo o líquido. Informada sobre o pedido, a municipalidade pontua que está em andamento, junto à Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), um estudo voltado para a instalação dos bebedouros.

ESTRUTURA DO BAIRRO

Data de implantação: 13/06/1995

Área de loteamento: 128.011 m²

Área verde: 12.832 m²

Quadras: 26

Construções: 230

Terrenos baldios: 23

População estimada: cerca de 900 pessoas

Fonte: Secom

SERVIÇO

A população pode promover suas reclamações, críticas e elogios sobre o bairro em que reside. O contato deve ser feito com os profissionais da Pauta, por meio do pauta@imparcial.com.br, do telefone 2104-3732 ou do WhatsApp 99104-8537.

Estilo do Site
  • Luz
  • Alto Contraste