Cotidiano

Gestores ou simpatizantes pelo esporte?

Marcos Alves Borba • 09/01/2019 05:30:00

Temos as lembranças de como foi e de como poderia ser o esporte em nosso país. Talvez ainda acreditemos que será possível termos equipes competitivas ou apresentações que possam vangloriar nossas escolas de base, onde dão o verdadeiro suporte as crianças e adolescentes que ainda almejam algum dia um lugar ao pódio. Tudo isso, na verdade, algum tempo atrás estávamos sentindo os resultados que gradativamente vinham prosperando, como forma de que muitos desses atletas, ou batalhadores, por um sonho poderiam se sentir verdadeiros heróis. Seria isso mesmo? Tomara que tudo que tenha sido feito até agora não se perca pelo caminho, pois estamos diante de fatos que diferem entre os gestores e administradores.

Dias atrás um amigo resolve expor de suas ideias o que verdadeiramente vem praticando, há algum tempo, através de estudos e pesquisas, o que difere no momento atual como gestão do esporte e o que era conhecido como administração esportiva. Isso lá pelos anos 1980, quando somente falava em patrocínio ou organização de campeonatos. Segundo ele, através de seus estudos, não tem como comprovar que se vive no dia a dia da gestão, mas há que se desconfiar quando o mercado não consulta nenhum estudioso da gestão para explicar os malfadados caminhos do esporte brasileiro. Contudo, se há problemas na economia, rapidamente a mídia chama um especialista da USP (Universidade de São Paulo) ou da FGV (Fundação Getulio Vargas). O mesmo acontece na área de segurança, na medicina etc... mas no esporte quem é chamado a falar sobre gestão?

Na maioria das vezes é mais fácil consultar um ex-atleta do que um gestor. Não pelo fato de desmerecer seus insights, ideias ou opiniões, experiências, mas pelo fato de estar do outro lado. Devido isso, projetos esportivos baseados nas teorias, sejam europeias ou norte-americanas, possivelmente não cheguem nem a ser consideradas pelas atuais organizações esportivas. Tudo isso por que no Brasil, há muito tempo, resolveram adotar a lei do mínimo esforço. Quem estiver “custeando” as atividades é rapidamente eleito como “homem do esporte” e, assim, todos correm para aplicar as suas teorias de gestão.

Não queremos aqui tirar pelo em ovo, e nem polemizar, mas uma atitude de pensar o quanto os tempos mudam e às nomenclaturas nos impulsionam a repensar o quanto é preciso sondar essas mudanças e, no caso do esporte, como ainda acontece, o fator da gestão pelo menos se torna um pouco polêmico para alguns, o que mesmo numa situação de forma generalizada sempre serão consultados ex-atletas a falarem do termo como um gestor de uma determinada atividade.

Algumas das confederações e federações esportivas estão morrendo, outras sendo investigadas por corrupção, os patrocínios estatais saindo sem oferecer alguma alternativa, a Lei de Incentivo ao Esporte federal abrange, em sua maioria, as grandes empresas onde nem todos têm acesso, o Ministério virou secretaria! A Bolsa atleta perdeu 50%! Vamos voltar ao tempo em que só tínhamos futebol? Algo há de ser feito pelos novos gestores... e urgente... uma sugestão? Procurem os especialistas! Tem muita gente estudando o esporte no Brasil, quem sabe eles podem ajudar em alguma coisa.

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