Cotidiano

De que lado você está?

Marcos Alves Borba • 31/10/2018 04:05:00

Exatamente daqui a dois meses, é possível que comece um novo ciclo em nossas vidas. Há exatamente sessenta dias para um novo recomeço, onde tudo ou praticamente grande parte do que almejamos e planejamos seja realmente diferente, isto é, precisamos de forma muito incisiva fazer também à nossa parte. Em certos momentos ficamos em estado de estase, pois infelizmente esse entendimento fica apenas numa menor parcela da população.

Nós atraímos para a nossa vida aquilo que nós somos. Quando almejamos paz, é preciso que nossas ações e atitudes estejam na conquista de querer buscar por essa paz. Quando almejamos de maneira digna e salutar em querer saúde, há necessidade de que nossas combinações e práticas estejam muito próximas de ingerir alimentos saudáveis, seguidos por uma rotina de exercícios que nos mova para nos sentirmos bem e dispostos. Quando almejamos educação, há necessidade dessa compreensão do ato de ir e vir de maneira com que nossos impulsos do pensar e agir estejam muito próximos de nosso discernimento em evoluir. Quando almejamos direitos de igualdade, sejam elas por atos religiosos, políticos, raciais, de gêneros, liberdade de expressão e tantos outros que possam dignificar toda à raça humana, tenhamos de forma muito consistente o quanto que sozinhos jamais conseguiremos reconstruir uma nação que possa direcionar nossos caminhos para um futuro mais sólido. 

Seria e ainda será tudo isso insano, se ainda, por mais repetitivo que possamos falar, não podemos de maneira nenhuma ficarmos a mercê de que as coisas aconteçam por si só. É preciso que nossas atitudes como pessoas possam nos vangloriar e, muito de nossas iniciativas, quando tomadas para fazer com que as coisas realmente aconteçam. Antes de esperarmos o resultado do que tanto prometeram, façamos a nossa parte.

Desde quando entendemos que as palavras, quando proferidas abertamente para que suas ações sejam causadas por efeitos de resultados, ainda que, pairamos sobre muitos desconfortos que podem não ser aquilo que tanto esperamos? A ansiedade sendo uma delas, ainda sobreporá se tudo isso possa ser verídico e disseminar seus efeitos colaterais! As palavras têm força, e quando exposta na crença que valha muito ser seguidas, criamos mais expectativas que possa sempre nos beneficiar. É possível, e melhor ainda quando de alguma maneira possamos inserir no conceito da importância e necessidade uma abrangência que mobilizam e priorizam quem realmente se esperam delas. Alguns mais outros menos, e ficamos na sensibilidade de que se menos é mais, essa notoriedade de que seu resultado funciona, é não sermos convincentes com a ignorância de quem infelizmente não pode trilhar junto conosco.

Até poucos dias atrás, e isso é natural, grande parte das pessoas estavam numa constante e aguerrida fascinação para que o mundo pudesse estar ao nosso favor, numa ansiedade enorme e açoita por uma estupenda necessidade de mudanças. E, por incrível que pareça, muitos ainda continuam nesse processo continuo de que é preciso fazer muito mais. Se mantivermos a lucidez e entendermos que o tempo será nosso maior aliado, qualquer efeito colateral que for negativo, com certeza não será mera coincidência.

Ficamos tão apáticos a grandes rituais, que no final de qualquer ação e por menor que seja, vem-nos em mente a confusa pergunta aos informantes: “realmente, qual a verdadeira cor da bandeira de nosso país?”. As pessoas torcem para seus times, gritam, lutam e até brigam por um escudo que lhes traz fortes emoções, mas fica outra pergunta: esse brilho em seus olhos, como forma de fanatismo, traz realmente um vínculo que possa somar e agregar valores que perpetuam a seus semelhantes?

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