Dar o melhor de si

Sandro Rogério dos Santos • 01/07/2018 04:48:00

Primeiro assunto é o aniversário da Diocese. Pela Bula Papal “Cum Venerabilis”, São João XXIII criou a Diocese de Presidente Prudente aos 16 de janeiro de 1960. A instalação da nova circunscrição eclesiástica deu-se a 2 de julho. Há 58 anos Presidente Prudente conta com bispo diocesano, Cúria (secretaria geral do governo administrativo e pastoral), seminário, clero basicamente nativo, religiosos e religiosas que testemunham o Reino de Deus na vivência dos votos de sua consagração e na assistência ao povo de Deus em suas diversas manifestações como presídio, escola, hospital, periferia, creches, abrigo de idosos, mundo rural. Os desafios para a evangelização são imensos tanto quanto as nossas distâncias territoriais (15.512 km2).

Em números aproximados, a Diocese tem: 55 paróquias (distribuídas por 28 municípios), 1 seminário diocesano (menor e propedêutico), 35 seminaristas, 73 padres (alguns temporariamente ausentes, e religiosos), religiosas (no serviço social e pastoral), 1 bispo diocesano (1 bispo emérito). E uma imensa quantidade de homens e mulheres (jovens e adultos) engajados no trabalho pastoral, especialmente neste Ano do Laicato. O nosso é um jardim florido de movimentos, serviços e pastorais. Somos muitos e diferentes, mas o Espírito é o mesmo. Formamos um só Corpo, a Igreja do Senhor. Anunciamos a Palavra pela vida e pela voz. Inspirados em São Sebastião, nosso padroeiro, testemunhamos o Senhor nos templos e no tempo.

Outro assunto é a Copa do Mundo. O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida lançou o documento “Dar o melhor de si” (DMS) lançado no começo de junho no Vaticano. Nele é apresentado um olhar da Igreja sobre os múltiplos aspectos que envolvem os esportes atualmente. O capítulo 2 detém-se na evolução do esporte e considerando a etimologia da palavra, nota-se como o francês “desporter” deriva do latim “desportare”, que é “divertimento”. O aspecto “lúdico, físico, competitivo”, observa-se, tem animado práticas esportivas desde “o alvorecer da história do homem”.

Mas a “mudança radical” vem nos últimos dois séculos, quando o esporte, gradualmente, torna-se um fenômeno de massa e as olimpíadas de Pierre Coubertin ampliam suas fronteiras, enquanto o desenvolvimento da mídia o torna global.  Nesse desenvolvimento, amadurece a concepção da atividade esportiva como instrumento de “educação integral”, que combina a “excelência física” com a “excelência humana”, e a competição no mesmo nível por um resultado promove o “reconhecimento da igualdade entre as pessoas”.

Passado o primeiro azedume das pessoas que, enojadas do mundo político e seus protagonistas, deslindavam da Copa e transferiam certo grau de alienação aos torcedores, a copa avança. A seleção brasileira fará amanhã um jogo decisivo pelas oitavas de final. Já vemos o país totalmente parado nos dias de jogos e torcedores uniformizados explodindo fogos de artifícios pelos ares. Não é fácil tirar da alma nacional a paixão pelo futebol; ainda que não seja explícita, a torcida é para que ganhemos o hexa. O secretário geral da CNBB, na linha do DMS, recorda que “o futebol não é uma mera distração para o povo brasileiro e para muitos países que gostam do futebol”.

Para o bispo, o “futebol é um modo de expressão cultural, de criatividade, é um modo nosso de torcer, é um modo humano de participar”. Embora possa alienar, “a gente espera que torcer pelo Brasil, vibrar pelo Brasil, não leve ao esquecimento da nossa realidade concreta. O que nos une no futebol, possa nos unir também em torno de questões essenciais da nossa cotidianidade para termos uma sociedade justa, equilibrada, fraterna”, afirmou Steiner. Se perder, bem... falaremos disso noutra ocasião.

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

 

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