A Medicina e o Whatsapp

Edson Batista de Lima • 08/06/2018 09:20:07

Muito se tem falado ultimamente sobre o fenômeno das redes sociais e suas influências em nossa prática médica. Realmente, temos visto situações adequadas e coisas de extremo mau gosto em todos os canais, principalmente aquelas inserções de caráter mais comercial, vindas de certos países ao norte do mundo, onde tudo é permitido e liberado. Mas algumas coisas, como o “whats”, já se incorporaram tanto em nossa vida que gera dúvidas sobre o modo que devemos usar em nossa prática como médicos.

Para responder, não precisamos ser tão conservadores e ter textos tão rebuscados quanto os advogados ou conselheiros, mas explicar claramente que nos bastam apenas duas palavras – bom senso! Isso, por si só explica as regulamentações. De forma prática, os pontos que o médico deve seguir são os seguintes:

Avise já na primeira consulta se você se utiliza do Whatsapp e, se for o caso, até registre no prontuário. Caso você não esteja disponível para responder rápido, como, por exemplo, os cirurgiões, que estejam atuantes, avise aos pacientes ou deixe mensagens fixas como – “Respostas apenas após as 17 h”.

Mensagens de texto jamais substituem uma consulta presencial, óbvio, mas tem pessoas que precisam ser esclarecidas. Quando você já conhece bem o caso poderá dar melhores informações, claro. Sempre pode existir algo de adequado a recomendar até o retorno presencial com você. Logicamente, servirá para relembrar os pacientes do compromisso de comparecerem com você no dia e horário agendados. Nessa vida moderna, todo mundo esquece de tudo.

Pois é, não há como escapar às novidades! E, mesmo aos colegas mais resistentes, recomendo que reestudem a situação. Lembrem-se que o bom uso delas, além de evitar problemas, ajuda a deixar o paciente com melhor sensação de acolhimento e muito mais próximos do médico, melhorando a relação para ambos os lados!! Não é isso que queremos?

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