Ventos Mortais

 12/09/2017 11:52:48  - Walter Roque Gonçalves

Tempestades com ventos de mais de 100 km/h, muitas vezes acompanhadas de granizo, são registradas no Brasil todos anos. Relacionados a isso estão lavouras destruídas, pessoas desabrigadas e até mortes. Contudo, furacões, como o Irma, que castigam os EUA são improváveis no solo brasileiro. Fato que não nos livra totalmente dos efeitos dos furacões nos outros países.

Segundo especialistas, a geografia e o clima nos oceanos que estão ao entorno da América Central e do norte favorecem os tornados e furacões, em especial no final da primavera e início do verão no atlântico norte. A grosso modo, a temperatura aumenta nos mares, isto gera muito vapor de água e o choque de ar quente com frio gera movimentos dos ventos que podem chegar a 300 km por hora.

Além disso, há o olho do furacão, no Irma este chegou a mais de 40 km de diâmetro. O centro do furacão alimenta a tempestade com ar quente e gera a falsa sensação de tranquilidade, uma vez que, dentro dele os ventos e chuvas são mansos. Pessoas desavisadas, ao serem atingidas pelo olho do furacão, podem se deixar levar pela falsa impressão de calmaria e sucumbir diante da força da mãe natureza.

No Brasil os efeitos são indiretos. Os primeiros são sentidos pelos turistas brasileiros que utilizaram de cruzeiros e voos para estas regiões e, obviamente, as respectivas companhias áreas e agências de turismo. Por outro lado, os hostis ventos estrangeiros afetam diretamente os preços da gasolina e diesel no Brasil, pois, desde julho, a Petrobras pareia os preços dos combustíveis com os internacionais. Portanto, o aumento do valor dos combustíveis por lá, afetam diretamente os valores por aqui.

Aquém destas questões econômicas, precisamos levar solidariedade às milhares de famílias desabrigadas, sem acesso a agua potável, comida e esgoto. Em especial, regiões mais pobres como Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Haiti. O exército brasileiro, presente no Haiti desde os últimos terremotos, continuará oferecendo ajuda humanitária. O Brasil está ajudando na esfera do governamental e, cada brasileiro pode ajudar também, com doações, através de organizações como o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e outras instituições como AcitionAid e Planting Peace.

Vivemos num país privilegiado quanto à geografia e clima, estes desfavorecem este tipo de desastre natural, nossos oceanos não aqueceram ainda o suficiente para gerar tal fato. Contudo, diante de tantas mudanças climáticas e o aquecimento global, não podemos ter tanta certeza que estamos imunes as forças da natureza e seus ventos mortais.

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