Maduro infantil

 12/10/2017 13:27:13  - Luiz Kazuo Komoda

Outubro é tradicionalmente o mês das crianças. Para que elas venham à existência, é necessária uma ação adulta heterossexual. “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra’”, afirma Gênesis 1:27-28.

Quando essa criança nasce, o ciclo natural é crescer, amadurecer, envelhecer e falecer. Quanto ao estado pós-falecimento, existem basicamente três crenças. A primeira trata da “não existência”, de que morreu, acabou tudo. A segunda fala de imortalidade da alma, de que morreu vai pro céu, purgatório ou inferno. E a terceira defende a mortalidade da alma, que está mais em conformidade com a Bíblia Sagrada. “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento. Também o seu amor, o seu ódio, e a sua inveja já pereceram, e já não têm parte alguma para sempre, em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”, cita Eclesiastes 9:5-6.

Aqui está muito claro que não existe vida imediata após a morte e sim um estado de inconsciência até a volta de Jesus. “Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” diz 2ª Timóteo 4:8. “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”, completa Hebreus 9:27. E a alma morre sim: “A alma que pecar, essa morrerá”, confirma Ezequiel 18:20. A referência aqui é morte eterna, a qual resulta em não existência após o juízo final.

Até o crente em Jesus pode colher a morte (provisória que Eclesiastes 9:5-6 citou), mas deseja vida eterna, feliz, zerando tudo que é mau. Jesus estabeleceu duas condições para obter isso. “Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei”, relata o texto de Ezequiel 18:32. “E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: ‘Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no Reino dos céus’”, ressalta a passagem de Mateus 18:2-3. “Converter” significa reconhecer-se como pecador (transgressor da Lei de Deus), arrepender-se, pedir perdão diretamente a Deus. “Se fazer criança” é reformar a vida da independência para dependência de Jesus (como as crianças são dependentes de seus pais). Isso é ser um maduro infantil.

Deus respeita totalmente o nosso direito de escolha e aguarda decidirmos se continuamos sendo independentes de Jesus ou não. Ser dependente Dele é ser produtivo: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”, afirma João 15:5; o busca pela oração e estudo da Bíblia logo ao levantar-se: “Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão”, cita Provérbios 8:17; pratica o que aprende durante todos os dias fazendo a vontade do Pai do Céu: “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”, completa Apocalipse 14:12.

Comentário