Eleições 2018

opiniao

| Arlete Piai

O maior mal para qualquer país é o populismo, porque rouba a dignidade das pessoas. Os populistas, independente do lugar e do tempo em que imperam, têm características em comum. Vejamos: Comunicação com o povo como mágico encantador de multidões. São carismáticos e procuram estabelecer vínculo emocional com a população para subordiná-la. Não têm respeito pelas instituições, nem pelas leis. Não aceitação de suas arbitrariedades tem nome de “inimigo do povo”. Para conseguir o intento, se necessário, divide a nação. Opositores às suas falcatruas recebem nome de golpistas. Praticam atos criminosos pelo poder vitalício. Aparelham a máquina pública com o critério fidelidade canina. Querem ser idolatrados. Conduzem a multidão a crer neles como a própria divindade. Disse Friedrich Nietzsche: “Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos”.

A que partido pertencer? Já fui comunista, darwinista, racionalista, lulista, talvez autista; no entanto, a história machuca tanto, que hoje não sei quem sou. Mas voltando à política, apresentam-se, com assiduidade, como candidatos à presidente da República, Lula (PT) e Bolsonaro (PSC). Mas se um populista sedento de poder conseguir vitaliciedade “não há quem o tire”, basta lembrar, leitor, de Getúlio Vargas, a ditadura 1964 a 1984, Maduro na Venezuela, Kim Jong-Un na Coreia do Norte. Eu, como tantos brasileiros, um dia acreditando, votamos em Lula. Fomos traídos, ele fez o que fez e ainda declarou: “Não aceito a decisão do Poder Judiciário”. Mensagem perigosa! Se assim for, criminosos matarão juízes que os condenarem. A arbitrariedade voltará  imperar. E a justiça com as próprias mãos reinará como nos primórdios do “homo sapiens”, enfim voltaremos à barbárie. Declarou também, que se eleito, voltará a censura, usando o eufemismo: “regulação da mídia”. Serei proibida de escrever? Voltarão as torturas?

Bolsonaro, então, dispensa comentários, por ser um militar tirano que já fez até apologia à tortura! Mas o fato é que tanto o lulopetismo como o bolsonarismo estão acontecendo e são os mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de votos. Não sei o porquê, embora possa ou não ter relação com a política, lembro agora uma frase que meu pai nos dizia: “É preciso ter cuidado, os piores porcos comem as melhores espigas.”

Com espigas ou sem espigas, voltemos a outros fatos políticos: o relatório do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) relata que o Brasil tem mais de 13 milhões de adultos analfabetos de fato, mais 27% de adultos analfabetos funcionais, o que soma quase metade da população brasileira. No total, 87% das nossas crianças e jovens estudam em escolas públicas que pouco oferecem, e os outros 13% em escolas particulares, cuja meta é aprovação em vestibular, daí o risco da alienação da nossa juventude. Será que essa estatística é amostragem de risco a toda nação? Será que esse analfabetismo da nação afeta o seu bolso, leitor? Bem, o que não podemos é deixar de votar ou votar em branco ou por protesto. Esperamos que apareça ao menos um candidato que mereça nossa confiança, caso tal fato não ocorra, votemos no “menos pior”; ao menos, estaremos livres da “roleta russa”. Fecho este artigo declarando que este momento histórico nos ensinou uma grande lição: Uma nação talvez não possa salvar cada homem, mas cada homem pode salvar uma nação.

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