Educação Municipal

opiniao

| Arlete Piai

Pesquisas provam que não há fator mais importante para o sucesso do aluno na escola que o bom professor. Esse fator é mais decisivo que o tamanho das redes de ensino, que o número de horas que o aluno permanece na escola, que as diferenças socioeconômicas entre os estudantes. Por isso, mergulhar no universo da educação é ato insubstituível se é que se deseja um país mais ético, mais sério e com crescimento sustentável.

Os países com os melhores resultados educacionais do mundo como Finlândia, Suécia, Noruega, Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul investiram maciçamente na educação, pela consciência de que só uma população preparada faculta o crescimento da nação.

Senhor prefeito Nelson Bugalho, escrevi nesta coluna um artigo declarando que votei no senhor como também a grande maioria dos professores da escola municipal, e aguardávamos suas ações, porque o êxito ou o fracasso do Sistema de Ensino Municipal depende do olhar e postura do prefeito. E o senhor mostrou postura favorável à educação municipal. Entretanto, estamos perplexos com o seu decreto 28.645/2018 que pode até diminuir o salário dos professores e consequentemente prejudicar a educação. Vejamos: A) Suspensão de 60 dias de licença prêmio em pecúnia, ou seja, não deverão ser pagos. B) Proibição aos professores “da venda” de 10 dias de suas próprias férias. Esses 10 dias oportunizam aos professores chegarem à escola antes do início do ano letivo, conhecer a nova classe, mais tempo para o planejamento etc. C) Redução das horas suplementares em 20%. Diminuir a carga suplementar dos professores, além de reduzir os salários deles, significa prejuízo aos alunos. É com a carga suplementar que os alunos mais fracos têm aulas de reforço; os professores substituem faltas de colegas para que os alunos não partam para as ruas; cuidam dos alunos para que eles permaneçam na escola em horários vagos jogando ou realizando atividades saudáveis.

Neste artigo não tenho espaço para explicitar ainda o risco da perda de direitos adquiridos pelos professores referentes à progressão funcional, mas parece que tal ameaça paira em horizonte sombrio. Senhor prefeito, todos sabem que estamos em crise econômica ocorrida principalmente pelos roubos monumentais dos políticos e - é povo brasileiro - quem “paga o pato”. Sabemos que o senhor também é vitima destas circunstâncias, entretanto, diminuir salários de professores é desumano, é inimaginável, é inadmissível e redunda na perda para a educação municipal. Levada a sério, a educação resolverá todos os nossos problemas. A política seria diferente se nossa população fosse esclarecida. A saúde melhoraria, pois cidadãos bem formados preveniriam males. A violência resumiria. A economia não patinaria. Assim sendo, não somente os professores, mas também grande parte da sociedade prudentina aguarda a solução dos impasses surgidos na sua gestão. Mais uma vez reforçamos que a causa da educação do nosso município precisa ser abraçada porque só assim em poucos anos não teremos mais delinquência nas ruas de Prudente. Será plantada uma cidade mais segura, mais pacífica, mais rica e até mais poética para os nossos filhos, netos e aos que estão para nascer. Ensinou Pitágoras no século VI a.C: “Educai as crianças e não terás que punir os homens”.

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