Benditos frutos

 09/10/2017 11:27:20  - Sandro Rogério dos Santos

Instituída pela 43ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Igreja Católica celebrou a Semana Nacional da Vida – de 1 a 7 de outubro – com o tema “Bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42).

O livreto “Hora da Vida” lembra Maria Santíssima, neste Ano Nacional Mariano. Seu “sim” corajoso e definitivo ao Pai trouxe ao mundo o Deus encarnado. Deus, tomando a vida humana como sua, tornou-a digna e sagrada. Bendito o fruto deste ventre, do ventre de todas as mães, do ventre da mãe-Terra. O Pai Criador quer ser respeitado e amado em cada ser vivo criado, pois a vida lhe pertence, e é o seu melhor dom, oferecido ao mundo de maneira sublime e singular na pessoa de seu Filho divino. Nele, toda a vida merece respeito. (Dom João Bosco, Presidente da Comissão Vida e Família da CNBB).

Celebrar a Semana Nacional da Vida e o Dia do Nascituro é a grande oportunidade de mostrar que, para nós cristãos, a vida realmente é o dom mais precioso que recebemos de Deus e, por isso mesmo, deve ser defendido, respeitado e amado. Uma importante missão surge para todos nós: a de nos tornarmos promotores da vida desde o início da gestação. Isso deve ser uma tarefa de todos nós que reconhecemos que fomos criados pelo amor incomensurável de nosso Deus. (pe. Jorge Filho, Assessor Nacional da Pastoral Familiar).

Hoje, 8 de outubro, é o Dia do Nascituro; dia do ser humano já concebido e que se encontra, ainda, no ventre materno. O Brasil carece de um “Estatuto do Nascituro” para defender essa frágil vida. Há anos tramita um Projeto de Lei no Congresso Nacional obstaculizado pelas forças abortistas endinheiradas. De toda forma, o equívoco praticado com frequência consiste em opor a gestante ao seu bebê [‘a mulher tem direito sobre o seu próprio corpo’, ressaltam] e, com facilidade, é negado o direito deste para resguardar o direito da mãe. O Estado tem a obrigação de cuidar de ambos e de proteger, mais ainda, a parte mais frágil e indefesa. (Cardeal Scherer).

A doutrina da Igreja sobre a moral e a ética no que diz respeito ao aborto é bem taxativa: todo ser humano, inclusive a criança ainda no seio materno, possui o direito à vida imediatamente de Deus, não dos pais nem de qualquer outra autoridade humana. Não existe homem algum, autoridade alguma humana, nenhum tipo de “indicação” (médica, eugenésica, social, moral) que possa exibir um título válido para uma direta disposição deliberada sobre uma vida humana inocente (Cardeal Tempesta).

O ser humano deve ser respeitado como pessoa e a vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, desde o momento da concepção. O respeito à vida aparece como um dos princípios mais fundamentais e evidentes. A noção de base é o respeito da vida humana integralmente, do início ao fim. Assim, cada pessoa se disponha a ouvir gestantes quando pensam no abortamento — muitos abortos podem ser evitados se a mulher é acolhida, ouvida e compreendida, no grave momento de decisão sobre o que fazer com a gravidez não planejada, o abandono do companheiro, a rejeição familiar, as questões econômicas, estruturais ou religiosas.

Sejamos uma ‘igreja em saída’, promotores da vida! Contrários ao aborto, à eutanásia e a todas as formas que degradam e destroem a vida humana. A Igreja no Brasil é convidada neste dia a louvar a Deus por cada gestação, por cada criança que nasce. “Benditos frutos!”

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

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