Base nacional comum curricular

 03/10/2017 11:48:03  - Walter Roque Gonçalves

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular), segundo especialistas, pode influenciar a educação nos próximos 30 anos. Este documento obrigará, pela força da lei, as escolas privadas e públicas a executarem as ações lá definidas. A questão que vem gerando polêmica é, novamente, a imposição da ideologia de gênero na educação de nossos filhos.

As variações entre preferências sexuais dos seres humanos sempre existiram.  Sabe-se que a competência e capacidade de respeito mútuo não estão relacionados com a opção sexual, e sim na mentalidade de cada indivíduo. Neste sentido, a busca por uma sociedade justa, democrática e inclusiva é objetivo da sociedade que vivemos. Tenho certeza que a grande maioria dos pais não se incomoda com a diversidade. Pelo contrário, ensinam seus filhos a respeitar tais diferenças.

No entanto, promover o assunto para crianças imaturas, cuja personalidade ainda está em desenvolvimento, é algo inaceitável!

A teoria do gênero suscita que ninguém nasce homem ou mulher, por isso, cada um deve construir sua própria identidade. As crianças devem vivenciar as formas de sexualidade possíveis até encontrar um gênero para si mesma. A proposta é que esta vivência seja gerada pelo material didático e forma de ensinar nas escolas.

Segundo um vídeo amplamente divulgado no Youtube no canal “Terça Livre”, onde vários trechos deste documento são citados, fica claro que os limites entre a consciência e respeito pela diversidade e a doutrinação das nossas crianças para a ideologia de gênero são ignorados. Veja alguns trechos do BNCC citados no vídeo: página 351 “O professor de artes deve colocar as temáticas voltadas para as questões de gênero.” / página 305 “na área de ciências humanas a diversidade de gênero deve ganhar especial destaque.” / página 159 “O professor de artes deve desenvolver as aulas, discutindo experiências corporais pessoais e coletivas de modo a problematizar questões de gênero e corpo.” E, assim por diante!

Dados alarmantes são citados também. Países como Inglaterra e Escócia aumentaram em até 1000% o número de crianças que precisam de atenção profissional por estar confusas quanto a sua própria sexualidade.

Questões de gênero estão na Base Nacional Comum Curricular e este, se aprovado, irá impor, pelo rigor da lei, a promoção desta ideologia para nossas crianças, tanto na rede pública como na privada. Por isso, todos aqueles que defendem uma sociedade justa, democrática e inclusiva precisam, por dever cívico, se manifestar contra a aprovação da BNCC e seus desdobramentos na educação das nossas crianças.

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