A caridade é o pleno cumprimento da lei

 11/09/2017 11:41:49  - Sandro Rogério dos Santos

Ser cristão é altamente exigente. Uma tarefa diária com renúncia e cruz. O distintivo do cristão – a sua verdadeira carteira de identidade – é o amor. O maior mandamento é amar a Deus e ao próximo como a si mesmo. São João sentencia que quem diz amar a Deus a quem não vê, mas não ama o irmão a quem vê é um mentiroso.

No início do ser cristão não está o encontro com uma ideia ou teoria, mas com uma pessoa: Jesus, o motivo da alegria, o sentido dos dias, a causa do existir total até para além do tempo. Ele veio e ensinou. Trouxe ao mundo, encarnado em Si, o imenso amor divino. Pagou a dívida, sem deixar boletos para os seus discípulos quitarem. Fez-se um dentre os humanos para resgatá-los. Para a liberdade, os libertou.

O que Ele fez, ensinou e espera que também os seus pratiquem. Deu-lhes o exemplo; façam a mesma coisa. Viver como Jesus viveu. Sorrir como Jesus sorriu. Sentir, Amar... Perdoar como Jesus perdoou. Os cristãos formam uma comunidade de pessoas, ‘pessoa gente’, ‘gente humana’, cheia de contradições, de luz-e-sombras. Tanto que no humano habitam forças destruidoras da paz interior e mundial. No convívio entre os diferentes o amor deveria pautar os encontros e os desencontros.

É à luz do amor que deve inscrever-se o necessário tema da correção fraterna, do perdão ao outro, da oportunidade de acolher e permitir que o outro seja ele mesmo, sem filtros de educação nem de juízos interiores (por vezes, temerários). Os discípulos de Jesus são depositários de uma imensa confiança. Deus deu-lhes a capacidade de amar. E essa capacidade se mostra revolucionária quando não se alimentam sentimentos de indiferença nem de vingança, mas de cuidado e de atenção pelo outro; quando fomentam a cultura do encontro, a exemplo do Mestre que veio para levá-los ao encontro do Pai.

Quando as pessoas erram, será que desejam uma chance e perdão ou exclusão e condenação? Quando o outro erra com elas, desejam dar-lhes chance e perdão ou condenação e perdão? Aqui, a Palavra divina é tocante e exigente. O cristão há de ser imitador, continuador, seguidor de Cristo que deu a vida, mas não a tirou, que perdoou, mas não condenou, que esperou, mas não se impacientou... pois veio ensinar que “é perdoando que se é perdoado”. Daí que se o teu irmão peca, não deixe de amá-lo: ajude-o.

A correção fraterna, sem dúvida, é um dever. Mas não deve jamais ser acompanhada de ressentimentos, ódio ou vingança. Praticada com humildade e bondade, contribui para que todos sejam sadios e autênticos cristãos. Ela reforça os elos fraternos da comunidade. “Se tens algo contra outro, perdoa. Tu te aproximas para receber o perdão dos pecados, é necessário perdoar a quem te ofendeu” (São Cirilo).

No caminho da vida, a correção fraterna é importante. Infelizmente, de pronto, ninguém gosta de ser corrigido. A tentação maior é a de, sob o pretexto de correção, fazer apenas críticas e prejulgamentos. Durante a semana, aumente o contato com a Palavra de Deus para que ela purifique o seu amor fraterno.

No mês dedicado a Bíblia, saia da teoria e coloque em prática o conteúdo da “Carta de Amor” que Deus enviou aos seus. Só o amor faz novas todas as coisas. Só o amor transforma. Só o amor salva. Uma faísca de amor basta para incendiar o mundo. E o perdão é o outro lado da moeda amor. Quem ama, perdoa!

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

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