Webdocumentário prudentino é exibido na TV Cultura 

Divido em cinco capítulos, hoje, a partir das 11h, vai ao ar o primeiro deles, que conta sobre a história do parque estadual 

OSLAINE SILVA • 01/06/2018 19:26:15

. Foto: Cedida: Grupo permaneceu por 17 dias corridos alojados na reserva florestal de Teodoro Sampaio

Décadas de trabalho de conservação e preservação. Foi dessa forma que o Morro do Diabo, situado em Teodoro Sampaio, chega até o 32° ano como parque estadual, no dia 4 de junho de 2018, segunda-feira. Coincidência ou não, como parte da comemoração desse aniversário, o Pemd (Parque que Estadual Morro Diabo), que ganhou um webdocumentário em 2016, terá tal filme exibido hoje na TV Cultura, a partir das 11h. O trabalho foi realizado por um grupo de prudentinos, formados no curso de Jornalismo da Facopp (Faculdade de Comunicação Social “Jornalista Roberto Marinho”), da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista): Dayane Freitas, Jéssica Pessoa, Jusciê Gutierres, Karla Carneiro e Thiago Morello, orientados pela professora e jornalista Thaisa Bacco.

Conforme relatado pelo próprio grupo, a negociação com a emissora ocorreu ao longo de 2018, para a participação de um novo quadro denominado “Campus em Ação”, criado especialmente para exibir trabalhos acadêmicos. E como a produção partiu de uma proposta de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), a ideia foi de produzir um filme que abordasse a importância e a necessidade de documentar a biodiversidade da maior área de Mata Atlântica de interior do estado de São Paulo.

E para revelar a rica biodiversidade da unidade de conservação integral, o webdocumentário, intitulado: “Expedição Morro do Diabo”, tem a estrutura subdivida em cinco episódios: História, Flora, Fauna, Educação Ambiental e o Ecoturismo. No episódio de “História”, que vai ao ar hoje, foi traçado um panorama histórico de toda unidade, desde o seu nascimento como reserva, em 1941. 

Com a notícia informada ao próprio grupo há poucas semanas, os jornalistas se sentem felizes em ter o trabalho prestigiado nacionalmente, mas também mencionam sobre a importância “de poder compartilhar a história e a riqueza de uma unidade de conservação ambiental do oeste paulista, mas tão essencial para o país inteiro”.

 

Gravação

Para a realização do webdocumentário “Expedição Morro do Diabo”, o grupo permaneceu por 17 dias corridos alojados na reserva florestal, sem contar as visitas esporádicas - aproveitadas para trabalhar. Ao todo, 26 fontes foram entrevistadas, totalizando 170 horas de gravações brutas. Os dias de gravação matutinas, noturnas e até nas madrugadas, geraram o produto final que, hoje, traduz nos cinco episódios, que encontram-se disponíveis no canal do YouTube: TCC Morro do Diabo. 

Além dos cinco, o canal oferece dois outros vídeos: Marcas do Parque, no qual os internautas podem conhecer mais sobre funcionários, moradores e visitantes que possuem uma relação especial com a reserva, e o making of da equipe, que aliado à ficha técnica, mostra todos os envolvidos que participaram do trabalho e um pouco de como foram os bastidores de produção.

 

Unidade de conservação

Atualmente, a Mata Atlântica de interior que cobre o Parque conta com quase 34 mil hectares, o que é equivalente a quase 33 mil campos de futebol. Localizada no município de Teodoro Sampaio, dentro desta floresta, estão catalogados mais de 60 mamíferos, 295 espécies de aves, 53 tipos de répteis, além de anfíbios e peixes.

Nesta estatística, existe o mico-leão-preto. O primata foi considerado extinto durante 65 anos, mas foi redescoberto em 1986, no próprio Parque, local onde reserva a maior ocorrência da espécie atualmente. Aliás, ao longo das gravações, de forma inédita, o grupo conseguiu flagrar cenas do animal, que é pequeno e quase invisível a olho nu, em meio à floresta.

 

 

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