Inclusão

Vivência de handbike segue até amanhã no Sesc Thermas

Atividade teve início ontem e objetiva apresentar a realidade de uma pessoa com deficiência aos participantes

  • 26/01/2019 05:45
  • GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local

O Sesc Thermas de Presidente Prudente, mais uma vez, foi palco de uma atividade exemplo de inclusão, olhar ao próximo e diversão. É que na tarde de ontem, dentro da programação do Sesc Verão, teve início a vivência de handbike, ação coordenada pelo professor José Ricardo Auricchio, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, e pelo atleta de WCMX, Leandro Badi. A atividade segue até amanhã. Com o objetivo de apresentar o dia a dia de uma pessoa com deficiência e proporcionar um momento de reflexão aliado ao esporte, o atleta lembra que o primeiro contato das crianças participantes foi um sucesso. “Isso ajuda que eles, caso encontrem um amigo cadeirante, por exemplo, não tenham preconceito e não façam brincadeiras, por conhecerem suas limitações”.

As atividades do Sesc Verão, conforme a própria unidade, ocorrem anualmente e objetivam incentivar, por meio de atividades físico-esportivas, a promoção do bem estar e da qualidade de vida da população. Dentre as diversas opções de diversão está o handbike, que teve início ontem e segue até domingo, sempre das 14h às 17h, na pista de caminhada, sem nenhum custo. “A proposta é a de pedalar com as mãos, quando os participantes aprendem o conceito de paraciclismo, um esporte para pessoas com deficiência que deriva do ciclismo, com foco em uma das suas vertentes: a modalidade em que o atleta utiliza as mãos para ‘pedalar’”.

Já Leandro, atleta que esteve presente, afirma que o importante para as crianças presentes – aproximadamente 15 no momento em que a reportagem esteve no local –, é o de criar uma consciência e mostrar para elas a realidade de uma pessoa com deficiência, de forma que elas saibam lidar no dia a dia com tais situações. “É uma vida normal e com suas limitações, como qualquer outra. Em relação às habilidades, as crianças precisam usar muito o tronco, uma força que já é do cadeirante. Muitas vezes eles tentam usar a perna, pois não estão acostumados a ficar sentado se exercitando”, lembra. A atividade, no entanto, agradou o atleta, que se sentiu satisfeito com o resultado obtido ontem.

Crianças aprovaram!

Gabriel Lemos, de 12 anos, esteve no local, mas disse que o objetivo inicial era o de aproveitar o espaço para andar de skate com um amigo, quando se deparou com a atividade. “Eu achei bem interessante a cadeira de rodas adaptada e pedi para participar. Confesso que achei bem difícil, pois você tem que usar muita força no braço, mas gostei e vou participar novamente”, relata. Já o pequeno Lucas de Souza, de 8 anos, diz não ter visto tanta dificuldade, até por ter recebido apoio dos instrutores. “Minha mãe me traz aqui para aproveitar as atividades nas férias e eu gosto muito. Achei bem tranquilo, não tive dificuldades e vou fazer mais, a tarde toda”.