Marcio Oliveira - João Carlos preza pelo bem-estar de seus três cachorros

Foto: Marcio Oliveira - João Carlos preza pelo bem-estar de seus três cachorros

Cães e gatos

Verão instiga aparição de pulgas e carrapatos

De acordo com veterinários, altas temperaturas dificultam respiração e podem potencializar problemas na saúde dos pets

  • 11/01/2019 09:19
  • SANDRA PRATA - Especial para O Imparcial

Pulga e carrapato. A dupla, que é famosa por tirar a paz dos pets, fica ainda mais comum nesta época do ano. Isso porque as altas temperaturas do verão de Presidente Prudente são ideais para a proliferação e infestação desse tipo de praga. De acordo com o veterinário Emerson Luiz Ribas, a estação facilita que os ectoparasitas transmitam doenças aos peludos e, às vezes, aos seres humanos. Para que isso seja evitado, “todo cuidado se torna pouco no controle e proteção”.

Segundo o especialista, atualmente existem diversos medicamentos e tratamentos que podem conter o surgimento dos pequenos sanguessugas. No entanto, destaca que esse não é o único ponto de preocupação quando o assunto é o bem-estar dos caninos. “O principal problema dos cachorros, e até dos gatos, é a possível desidratação que, em alguns casos, pode gerar insuficiência renal”, comenta. Nesses casos, a recomendação é espalhar recipientes com água por toda a casa, de preferência feitos de materiais como barro e alumínio, que retêm por mais tempo o frescor do líquido. “No caso dos gatos é importante se certificar de que seja água corrente, eles possuem dificuldades em beber água como os cães”, relata.

E para equilibrar uma rotina saudável durante as altas temperaturas, o veterinário enfatiza que a alimentação dos cães também deve ser pensada. “É importante prezar por uma dieta balanceada, além de evitar sair para exercícios físicos com o animal logo após a alimentação”, explana.

Os que mais sofrem

No meio do calor, os peludos que mais sofrem com a época são os braquecefálicos. De acordo com o veterinário Luiz Carlos Kayahara da Silva, isso ocorre por possuírem um focinho mais curto, que dificulta a respiração, “fator essencial no auxilio da refrigeração do corpo”. Nesses casos, o conselho do especialista é manter o animal em locais frescos e arejados. “Mas evitar molhar o cachorro, muita gente acha que isso vai ajudar a se refrescar, mas pode favorecer os problemas de pele”, explana.

Outro cuidado que os donos devem se atentar é a tosa constante, no caso de animais mais peludos. “A pele muito exposta faz com que o animal sinta muito calor, porque o pelo funciona para preservar o frio e o calor”, denota. No geral, Luiz frisa que a hidratação é a chave para preservar a qualidade de vida. “Cubos de gelo, pedaços de fruta congelados, isso pode virar um brinquedo e um refresco ao mesmo tempo, um picolé para os cachorros [risos]”, ressalta.

Outro problema

Tanto Luiz quanto Emerson destacam a possibilidade do desenvolvimento de hipertermia no verão. Segundo Emerson, é importante se certificar de que o cachorro está saudável e não possui problemas cardíacos, pois caminhadas cotidianas podem ser um problema no calor. “O excesso de sol pode trazer complicações, e caso ele tenha problemas cardíacos, pode ir a óbito com uma hipertermia”, diz.

Os sinais que devem ser observados vão desde constante demonstração de cansaço até recusa em caminhar. “O horário para passear também deve ser escolhido logo pela manhã ou perto das 20h para evitar um sol muito forte”, orienta.

 

Em casa

João Carlos Assef, 59 ano, possui três cachorros em casa e agora, no calor, os bichinhos vivem claramente o ditado “sombra e água fresca”. Isso porque, segundo o dono, prioriza locais bem ventilados e com temperaturas amenas para acomodar os pets. “Eles não são como nós, humanos, não têm mecanismo de suor para equilibrar a temperatura, então, temos que parar para cuidar e pensar no bem-estar deles”, frisa.

Mas, para que o calor não torne as coisas monótonas, João não abre mão da caminhada rotineira e ressalta fazê-la “sempre pela manhã ou a noitinha”. De acordo com ele, ações como essas devem se tornar um hábito nos lares onde habitam animais. “Devemos transportar para nós o sofrimento e buscarmos o melhor sempre”, explana.

Cláudia Mara Oliveira Peloso, 37 anos, concorda. Cuidando de sete cães em casa e mais oito na casa da mãe, a prudentina conta que desde criança teve essa preocupação com a qualidade de vida dos animais. Logo, no verão, a água fresca, casa limpa e arejada, não podem faltar. “Quem gosta cuida bem”, comenta.