COTIDIANO

Tolerância e amor ao próximo devem ser discursos permanentes nas escolas

  • 29/03/2019 04:10

O massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), registrado há duas semanas, mantém aquecidas as discussões sobre a segurança dentro das instituições de ensino. Após a tragédia, a Secretaria da Educação do Estado informou que revisará os procedimentos de segurança dentro de todas as unidades, bem como estudará um projeto de reforço naquelas consideradas mais vulneráveis.

Em Presidente Prudente, o ocorrido também serviu como justificativa para um requerimento solicitando providências ao Executivo no sentido de disponibilizar segurança armada nas escolas e creches municipais, sugestão que será levada, de acordo com a Prefeitura, para o Grupo de Educação.

Mais do que pontuar os benefícios ou os malefícios de trazer as armas para dentro da escola, é preciso, neste momento tão delicado, fomentar o diálogo dentro destas instituições, como forma de fortalecer os vínculos socioafetivos e disseminar o amor e o respeito ao próximo. Embora o bullying seja confundido por muitos como um “discurso mimizento”, ele não é uma invenção e deixa traumas físicos e psicólogos em crianças e adolescentes para o resto de suas vidas.

Nesse contexto, é necessário que profissionais da Educação, pais, responsáveis e a comunidade em geral se unam para construir um ambiente educacional mais harmônico e aberto para todos, onde as diferenças sejam respeitadas. Quando valores como tolerância, aceitação e união são praticados diariamente, damos mais um passo na construção de uma sociedade menos violenta e mais pacífica.

É papel do Estado garantir segurança para todos, de modo que crianças e adolescentes não se transformem em vítimas dentro de suas próprias escolas, que supostamente deveriam ser os locais onde estão mais protegidos. Mas, acima de tudo, é dever do Estado garantir educação para todos, a fim de que se promova a formação e a transformação de pessoas. A educação sempre será a arma mais importante.