Cedida - Fernando afirma que impactos do isolamento para os alunos serão minimizadas com uso da tecnologia 

Foto: Cedida - Fernando afirma que impactos do isolamento para os alunos serão minimizadas com uso da tecnologia 

AULA EM CASA

Tecnologia permite educação à distância

Colégio Anglo Prudentino investe em sistemas tecnológicos desde 2007; o Solvy, que permite armazenamento de videoaulas e atividades rastreadas, é utilizado, também, na quarentena

  • 26/03/2020 09:18
  • MARCO VINICIUS ROPELLI - Especial para O Imparcial

As ações do governo para contenção do novo coronavírus buscam o isolamento social de todos os paulistas, e uma das primeiras ações se deram nas escolas, que por decisão do governo estadual suspenderam atividades presenciais; as estaduais, inclusive, anteciparam as férias. Algumas escolas que possuem estrutura e sistemas digitais, os colocam a prova neste momento, de modo a manter os estudos, ainda que à distância - esse é o caso do colégio Anglo Prudentino.

O diretor de tecnologia da informação do colégio, Fernando Antônio Molina Koyanagi, 52 anos, afirma que, neste período de quarentena, a produção de videoaulas (que já existiam) e as lives (encontros por teleconferência) se intensificaram, o número de conteúdos, de todas as disciplinas, disponibilizados na plataforma do Anglo chegam a 64 videoaulas diariamente, 320 semanalmente e 1.280 mensalmente, além das mais de 41 mil atividades online rastreadas.

Fernando afirma que, por mais que haja diferenças entre as aulas presenciais e à distância, os prejuízos aos alunos, especialmente àqueles que se preparam para os vestibulares, será mínimo, tudo por conta do auxílio da tecnologia. “Assim que percebemos que iríamos ficar muito tempo parados, compramos 20 celulares com qualidade de gravação para os professores gravarem as lives”, explica o diretor de TI.

Conforme ele, a união entre o fator humano e tecnológico fará com que o período da pandemia seja menos danoso. Na primeira semana de suspensão de atividades, os professores foram treinados; nesta, aplicaram as metodologias. “Por essa semana, já foi possível sentir o quanto nossos professores estão engajados em entregar as aulas com qualidade técnica e, principalmente, de conteúdo”, revela.

OLHAR PARA

O FUTURO

Desde 2007, explica Fernando, o colégio Anglo Prudentino vem desenvolvendo o seu sistema Solvy (referência ao verbo “Solve” – solucionar em inglês). “No início, ainda antes da era do smartphone, havia quem criticasse, chamando de excentricidade”, lembra. Desde aquela época, entretanto, o sistema demonstra efetividade ao traçar um histórico de cada aluno (atualmente são 1,5 mil estudantes), rastrear a execução das atividades e, por consequência, entender as causas de erros em atividades.

“As atividades não são apenas múltipla escolha, utilizamos a estrutura de grafos, em que o aluno vai “puxando”, passo a passo, a solução dos exercícios. Isso nos permite um diagnóstico acadêmico e é um dos motivos de nossa alta performance”, salienta Fernando. Ele ressalta que todo o histórico dos alunos, desde 2008 ficam armazenados em um HD com nada menos que 200 terabytes.  “Se essa análise não fosse feita pelo computador, não teríamos tempo hábil”, comenta o diretor.

Ainda que não esperasse a situação adversa que o Covid-19 causou na rotina de todo o mundo, o investimento que o colégio fez em tecnologia foi essencial para a manutenção das atividades com qualidade. “Estamos entregando a melhor situação possível para os alunos. A composição dos funcionários do Anglo, se repararmos, é diferente, tem muita gente de TI, justamente para evoluir nesse aspecto. Em 2 anos, mais ou menos, vamos conseguir até corrigir redações de maneira automatizada”, pontua Fernando.