Teatro mudo revive imagem do palhaço e da arte circense

Com apresentação no Sesc Thermas neste domingo, a La Cascata Cia traz um espetáculo cômico com foco na expressão corporal

SANDRA PRATA - Especial para O Imparcial • 08/07/2018 04:00:00

. Foto: Divulgação / Um nariz redondo e vermelho, vestidos de cores chamativas e causando uma mistura visual que tem como principal objetivo divertir

Um nariz redondo e vermelho, vestidos de cores chamativas e causando uma mistura visual que tem como principal objetivo divertir. Os palhaços são figuras inseridas na cultura desde a idade média quando chamavam bobos da corte. Preservar a imagem deste tipo de figura e o entretenimento resultado na mesma é o objetivo da La Cascata Cia, de São José dos Campos (SP), que apresenta o espetáculo mudo “Mãos à Obra”, neste domingo às 15h, no Sesc Thermas de Presidente Prudente. Dirigida por Atul Trived e encenada por Renato Junior e Adriano Laureano, espetáculo chega à cidade pela terceira vez.

A peça traz em sua linguagem o gênero cômico e tem como público prioritário as crianças. O enredo se baseia na história de dois palhaços, Mané e Zacarias, pedreiros na obra de um novo condomínio chamado Garden Golden Towers Boulevard Shopping Business & Residence.

“Esperamos fazer um bom espetáculo, que agrade o público presente. Às vezes em que nos apresentamos na cidade tivemos uma boa troca de energia com o público e a ideia é repetir esse contato”, explana Adriano.

Apesar dos quase 10 anos de peça, o ator frisa que a sensação ao fim de cada apresentação sempre é um misto de novidade e aprendizado. “Mesmo que sejam as mesas cenas, a mesma história, o que a gente absorve é sempre especial”, exalta Adriano.

Divulgação / Peça traz em sua linguagem cômica com enredo que se baseia na história de dois palhaços

“Esperamos fazer um bom espetáculo, que agrade o público presente. As vezes em que nos apresentamos na cidade tivemos uma boa troca de energia com o público e a ideia é repetir esse contato”,

Adriano Laureano

ator 

Corpo que fala

Por se tratar de uma peça sem diálogos, Adriano revela que usam bastante da expressão corporal para isso fazem uso de elementos do teatro de rua com uma linguagem circense. A meta é revelar uma maneira particular de ver o mundo e mostrar que o riso diminui a distância entre as pessoas.

“Primeiro de tudo, procuramos sempre lembrar ao público a importância da alegria, principalmente nos dias de hoje com o estresse da rotina. Fora isso, pretendemos mostrar que a imagem do palhaço continua viva na sociedade”, frisa ele.

Todavia, Adriano salienta que é um trabalho árduo tendo em vista que as pessoas, em maioria, não estão habituadas em valorizar atrações culturais. Ele destaca que inda sentem o reflexo do desinteresse social e já passaram por apresentações com pouco espectadores interessados o segredo, para ele, é manter-se fiel aos ideais de seu trabalho. O segredo, segundo ele é criar um diferencial no trabalho com a construção de uma identidade própria. 

“Sempre buscamos ampliar nossos projetos e nossa linha de pesquisa, trabalhando sempre nessa mesma linguagem [crônica] e nesses anos todos já temos uma identidade própria, o que faz com que tenhamos um alcance maior do público”, ressalta.

Divulgação / O enredo da peça se baseia na história desses dois palhaços, Mané e Zacarias

 

 

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