INVESTIGAÇÃO

Suspeito de homicídio é detido ao usar celular de vítima

David Juliano Rodrigues, 45 anos, foi encontrado carbonizado em maio deste ano, ao lado do veículo em uma área de canavial em Rancharia

  • 11/06/2019 19:34
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

A Polícia Civil em Rancharia prendeu ontem à noite um morador da cidade, investigado pela morte do professor de línguas, David Juliano Rodrigues, 45 anos. O crime ocorreu no dia 29 de maio, quando a vítima foi encontrada carbonizada ao lado do veículo em uma área de canavial do município. Segundo a investigação, o indivíduo foi localizado depois que os policiais rastrearam o aparelho celular do professor, subtraído no ato criminoso.

A prisão temporária é válida pelo prazo de 30 dias, prorrogável por igual período se assim solicitado pela Polícia Civil. De acordo com Arlindo Ribeiro Sales, delegado assistente, o suspeito é natural de Araçoiaba da Serra (SP) e há aproximadamente um ano estava morando na casa da cunhada, em Rancharia. Conforme a autoridade, ele ainda não prestou esclarecimentos sobre o crime, uma vez que decidiu que falará apenas em juízo. Até então, o caso é tratado como homicídio.

Lesões no corpo

Como noticiado por este diário, o IML (Instituto Médico Legal) verificou que no corpo do professor havia ferimentos provocados por outros motivos, não provenientes da queimadura. Apenas nas regiões da cabeça e do pescoço, foram observadas marcas que, segundo o delegado, aparentam ser de perfurações. Depois de registrado o crime, algumas testemunhas chegaram a ser ouvidas pelos investigadores, no entanto, afirmaram não terem visto David nos momentos que antecederam a morte.

Diante da falta de informações colhidas, a investigação ainda não conseguiu chegar a possíveis suspeitos. “O que se sabe é que populares acionaram a Polícia Militar que verificou que o corpo estava carbonizado ao lado do veículo VW/Fox 2019, da cor branca. O carro estava queimado”. David Juliano Rodrigues era solteiro, não tinha filhos e morava sozinho em Rancharia. Conforme a Polícia Civil, por motivos pessoais ele estava “um pouco afastado” da família que não percebeu a ausência do professor até ser informada pelos policiais para reconhecer o cadáver.