Solidariedade deve ser um ato automático durante ano todo

editorial

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Natal passou. As festas de fim de ano também. E cada um de nós fomos presenteados com um novo ano. Novas oportunidades, esperanças recarregadas, fôlego para mais 365 dias. Principalmente no mês de dezembro, reflexões acerca da solidariedade, renovação, modificação de condutas, são afloradas em boa parte da população.

Todos querem fazer o bem, alguma “boa ação”, para terminar o ano com sentimento de “dever cumprido”. E foi o que muitos fizeram. Tantas crianças presenteadas, famílias com cestas básicas, entidades recheadas de festas. Atitudes louváveis que devem permanecer e serem multiplicadas e... eternas.

Uma destas boas atitudes e que merece atenção e pedido de “bis”, foi o Projeto Árvore de Natal do Bem, publicada neste diário na edição de ontem, que mobilizou a sociedade para doar cadeiras de rodas que pudessem ser destinadas a quem precisa. Na tarde de anteontem, o dia foi de realizar a entrega de 70 cadeiras arrecadadas. Em meio à Praça da Juventude e Longevidade “Lucas Nalini Paschoalin”, na Cohab, aproximadamente dez entidades assistenciais receberam doações. A ação é uma iniciativa da Prefeitura, que pode ser considerada um sucesso, pois transformou algo já tradicional, em um bem criativo e necessário.

Dentre as cadeiras de rodas arrecadadas, 50 ficarão depositadas no Fundo Social de Solidariedade de Prudente. A intenção é fornecer empréstimos para parte da população que precisa do recurso e não tem como bancar. O importante seria que atitudes assim, de toda a população, fossem expandidas para todos os dias do ano. Que este sentimento de solidariedade, esta vontade em ajudar o próximo, se transformasse em atitudes concretas de ajuda. E não só no fim do ano.

A solidariedade deveria ser um ato “automático” de todos. É claro que muitos já fazem sua parte, porém, há aquele que só “se mexe” no fim do ano. Mas, a criança quer brincar o ano inteiro, precisa se vestir também. A família se alimenta todos os dias e não só na ceia de Natal. Então, cada um precisa fazer sua parte e não só esperar que governantes façam em prol da população. Se cada um se preocupar com a realidade da sua rua, bairro, cidade e fizer algo para melhorar esta realidade, certamente todos teriam um lugar muito melhor para viver!

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