Arquivo - Cavalcante diz que setor de serviços se tornou atrativo

Foto: Arquivo - Cavalcante diz que setor de serviços se tornou atrativo

BOM OU RUIM?

Setores analisam desempenhos apontados por estudo

  • 14/08/2019 06:30
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

Com a melhor taxa de crescimento acumulada entre 2002 e 2018, conforme estudo da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), divulgado ontem, a agropecuária (95,6%), para o presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Carlos Roberto Biancardi, é um reflexo do que ocorre em todo o país nas últimas décadas. “Esse setor, em todo o Brasil, foi o que deu sustentação para a economia, seja em termos de produção, mercado ou tecnologia. Isso faz com que a região acompanhe a evolução e, por isso, apresente bons números”. Para o presidente, no entanto, ainda é preciso melhorias e um olhar “mais cuidadoso” com a agropecuária regional. “Precisamos de segurança jurídica e melhorar o escoamento dos nossos produtos”. Além disso, ele relata dificuldades enfrentadas por empresários no que diz respeito aos investimentos.

O setor de serviços, no acumulado, também registrou variação positiva (31,9), o que é visto com bons olhos pelo gerente regional do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), José Carlos Cavalcante. “Não é de hoje que o setor apresenta resultados positivos. Há um tempo a realidade era de um comércio com maior quantidade de empresas frente ao de serviços, e hoje esse panorama é praticamente empatado se analisarmos o nosso setor”. Com a flexibilização da reforma trabalhista, por exemplo, ele informa que a possibilidade de aumento nas prestadoras de serviço é uma realidade, principalmente por exigirem menor volume de capital para quem vai começar. “Passa a ser um setor atrativo e que vem inovando muito com seus modelos de negócios, fazendo com que surjam novas oportunidades”. 

O setor das indústrias, por fim, único com desempenho negativo, para o diretor regional do Ciesp/Fiesp (Centro e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Wadir Olivetti Júnior, foi prejudicado principalmente pela baixa oferta de empregos e decréscimo no tipo de ofertada e qualificação de mão de obra. “A indústria em si com produtos mais elaborados e melhor tecnologia não veio para a região e consecutivamente não tivemos uma rentabilidade melhor”. Essa situação, para ele, é um reflexo, principalmente, de uma região mais agropecuária e da fuga de indústrias para regiões que ofertam benefícios como incentivos fiscais.