COTIDIANO

Segurança nas escolas deve ir além de câmeras de vigilância

  • 25/04/2019 04:00

A garantia da integridade e segurança de alunos, professores e demais servidores de instituições de ensino é algo que vem sendo questionado em diversos meios de comunicação e grupos sociais. Ainda mais depois que os denominados “atos terroristas” deixaram de ser mencionados apenas internacionalmente, uma vez que ataques a escolas como ocorridos em Realengo (2011) e Suzano (2019), deixaram em alerta as autoridades para que repensassem em medidas para reforçar a segurança no ambiente, além do patrulhamento de Ronda Escolar, efetuado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. Desta forma, câmeras de monitoramento nas dependências das unidades seriam uma alternativa para inibir atos de agressão física e até contra a própria vida, bem como o vandalismo.

Em Presidente Prudente, a Lei Municipal 9.514/17 torna obrigatória a instalação de câmeras de monitoramento de segurança nas dependências e cercanias de todas as escolas públicas municipais. Atualmente, dez escolas da rede municipal têm sistema de monitoramento. Como noticiado na edição de ontem de O Imparcial, a Seduc (Secretaria Municipal de Educação) anunciou que já está providenciando os documentos necessários para abrir a licitação da compra das novas câmeras que, conforme a pasta, serão instaladas no decorrer do próximo semestre. A prevenção é válida, o que garantirá a segurança física de muitos.

Apesar deste benefício, que é válido e permitirá a redução dos índices de criminalidade nas instituições infantis, temos que analisar de que forma isso afetará no trabalho dos servidores, uma vez que eles estarão cercados por câmeras de monitoramento. De certa forma, estes deverão se acostumar com o novo cenário a que estarão atuando. Outra dúvida a ser levantada é em relação aos próprios criminosos. No caso do ataque em Suzano, por exemplo, havia câmera de monitoramento na escola Raul Brasil, o que não intimidou os assassinos. O que deveria ser repensado urgentemente é o reforço da segurança in loco, o que vai além da instalação das câmeras de vigilância. É preciso analisar a garantia do bem-estar, de modo que traga resultados efetivos.