São Paulo, aos 466 anos

  • 25/01/2020 06:17
  • Contexto Paulista

Com 12,2 milhões de habitantes estimados, a cidade de São Paulo tem população equivalente à dos Estados do Paraná e Santa Catarina. O número é próximo também do total de moradores de países como Grécia e Bélgica. Comparando aos Estados, a capital paulista é superada em população apenas por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, além do próprio Estado de São Paulo. Este sábado marcou o 466º aniversário da capital paulista, maior cidade brasileira e uma das principais metrópoles do mundo. No dia 25 de janeiro de 1554, foi rezada a primeira missa no local hoje conhecido como “Pátio do Colégio”, marcando a fundação da cidade de São Paulo. Desde então, o município cresceu, industrializou-se e se tornou a economia mais sólida do país. A Prefeitura de São Paulo programou perto de 300 atividades nas cinco regiões da cidade, incluindo shows, cinema, dança, teatro e circo, em 150 pontos nas ruas e equipamentos culturais. Uma comemoração digna do gigantismo da cidade.

Cidades dentro da capital
São Paulo, a capital, não é apenas uma cidade, mas um conjunto de “cidades” aglomeradas no seu espaço conturbado. As suas regiões periféricas têm perfil populacional e padrão de vida muito diferentes daquelas que ocupam as regiões centrais. Isso sem falar da Região Metropolitana de São Paulo, que reúne 39 municípios e é o maior polo de riqueza nacional, tendo São Paulo como epicentro de onde se irradiam o transporte e as comunicações com outros municípios interligados.

Um país
Parâmetros como esses dão ideia da magnitude da capital paulista e ilustram a dimensão e a diversidade de sua economia. Se fosse um Estado, o município de São Paulo seria a segunda economia do país, atrás apenas do Estado de São Paulo. A capital concentra 17% da atividade industrial do Estado e responde por um terço do PIB (Produto Interno Bruto) estadual. Seu PIB é mais que o dobro da segunda maior capital, o Rio de Janeiro. O setor de serviços é predominante e responde por quase 89% da sua riqueza – a média do Estado é de 77%.

Perfil paulistano
Algumas conclusões do estudo da Fundação Seade:

1 – A população é mais envelhecida no Centro Ampliado, enquanto as regiões Leste 2 e Sul têm população mais jovem;

2 – No Centro Ampliado, a parcela com ensino superior completo ou mais é quase o dobro das demais regiões. A região Sul concentra a maior proporção de pessoas com fundamental incompleto, seguida da região Leste-2;

3 – A taxa de desocupação dos residentes nas regiões mais periféricas é superior a do Centro Ampliado. Estão sem trabalho em São Paulo 825 mil pessoas. Há mais trabalho formalizado entre os residentes nas áreas centrais e mais informalidade nas regiões Sul e Leste 2. A região Leste concentra a maior proporção de ocupados da capital (34,2%);

4 – A imagem de cidade verticalizada se refere apenas ao Centro Ampliado. As casas são predominantes nas demais regiões. A região Sul tem maior concentração de sobrados (53,3%);

5 – A parcela de paulistanos que percebem a presença de serviços básicos nas proximidades de sua residência é alta e semelhante em todas as regiões. Equipamentos de saúde são mais escassos na região Norte, seguida da região Leste-2 e Sul. As regiões Sul e Leste-2 tem a menor concentração de serviços bancários, hipermercados e equipamentos de lazer;

6 – Dois terços dos domicílios têm uma única fonte de renda – trabalho ou aposentadoria e pensões. Dos domicílios, 53% têm renda proveniente apenas de rendimento do trabalho, parcela que é maior na região Leste. O rendimento domiciliar per capita mensal em São Paulo corresponde a R$ 48,40 por dia;

7 – Exceto as idas para escola e trabalho, os principais destinos dos paulistanos são o comércio nas imediações de casa (35%), visitas a parentes e amigos (32,6%) e atividades de lazer (27,1%);

8 – Entre os paulistanos, 42% se deslocam a pé para seu principal destino no dia a dia e nos finais de semana, sendo que 22,3% dos paulistanos não saem no dia a dia ou finais de semana, exceto para estudar ou trabalhar. Segundo a Seade, as principais justificativas dos paulistanos que não costumam sair de casa no dia-a-dia ou final de semana são a preferência por ficar em casa e a falta de dinheiro.

Explosão populacional
O crescimento populacional do município de São Paulo, que foi intenso durante as oito primeiras décadas do século 20, com o maior índice registrado na década de 1950 (5,58% ao ano), apresentou desaceleração especialmente a partir da década de 1980. No período de 2010 a 2019, registra taxa anual de crescimento é de 0,55% ao ano.

Envelhecimento
As projeções populacionais para São Paulo revelam tendência de envelhecimento dos moradores, de acordo com os dados do Seade. Atualmente, para cada 100 pessoas de 0 a 14 anos, há 80 idosos. A maior concentração de pessoas com mais de 60 anos de idade está nas regiões da Consolação, Alto de Pinheiros e Jardim Paulista, que possuem mais de dois idosos para cada habitante com menos de 15 anos de idade. Nas áreas periféricas, como Anhanguera, Jardim Ângela e Parelheiros, essa relação é inferior a 40%.