Saltador volta às origens e treina sob a supervisão de Jayme Netto

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| JULHIA MARQUETI - Especial para O Imparcial

Nascido em Prudente, o saltador Mauro Vinícius Hilário Lourenço da Silva, Duda, bicampeão mundial indoor do salto em distância, retornou para Presidente Prudente para treinar sob a supervisão do treinador olímpico Jayme Netto Junior. O atleta, que defende a equipe Orcampi/Unimed, de São Caetano do Sul, veio à cidade por incentivo do treinador após a morte de seu primeiro professor, Aristides de Andrade Junqueira Neto, Tide, que foi responsável por toda carreira do prudentino. Com a modalidade indoor já finalizada, o atleta busca se preparar para a competição outdoor e voltar às disputas ainda neste ano.

Após sofrer graves lesões e ficar longe do esporte, Duda busca a regeneração fortificada em treinos intensos para poder competir na Europa. Com foco em voltar a competir em alto nível, o atleta reconhece que o ano no atletismo é feito com poucas competições. “É diferente este ano para o atletismo, porque não tem tantas competições para a seleção brasileira. O Mundial já foi realizado e eu estive fora enquanto buscava voltar a saltar longe”, explica.

Sobre saltos longos, o atleta afirma que sua vontade em 2018 é voltar a bater suas metas, como o de 8,28 metros que lhe garantiu o ouro no salto em distância no Mundial de Sopot, na Polônia, em 2014. “Quero saltar oito metros, ou estar próximo, então de 7,90 m pra cima. Mas voltando bem posso ter chances de subir ano que vem, após grandes problemas, inclusive a morte do Tide”. Tide foi o seu primeiro treinador, e quem conquistou seus melhores objetivos em sua carreira. De acordo com ele, a morte do seu professor ainda é muito sentida. “Ainda meio que não caiu a ficha, apesar de ter presenciado desde quando ele fez a cirurgia, saiu e ainda teve que voltar por conta de umas preocupações e não saiu mais. Mas parece que vamos chegar na pista e encontra-lo”, conta. Emocionado, o atleta relembra que foram 14 anos de trabalhos compartilhados pelos dois. “Ele sempre foi meu treinador, nós éramos muito ligados”, lamenta o prudentino.

Tal pai

Hoje, treinando com o filho de Tide, Paulo Márcio de Andrade Junqueira, o atleta compara ambos, mas cita a que o novo treinador ainda não conhece o seu corpo, como o antigo conhecia. “Ele demorou um pouco para me conhecer e só depois disso conquistamos tudo o que conquistamos”. Ainda lembrando a falta que Tide faz, Duda cita que a ausência de seu ex-treinador não é sentida apenas para ele, mas para o esporte nacional. “Muitas pessoas param e dizem isso pra mim. Ele era muito marcante com seu jeito, era lutador pelo aquilo que acreditava e deixou esta lição e muitas outras”, afirma.

Para as Olímpiadas de 2020, Duda explica que o pensamento é chegar forte, mas a preparação ainda não começou, já que o treinamento é feito de temporada por temporada. “Queremos chegar forte sim, para representar o país da melhor maneira possível. Ano que vem nosso objetivo é de se manter no ranking mundial e buscar o Pan-Americano”, enfatiza.

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