Rodovia e praças de pedágio têm modificado rotina das pessoas

23/01/2018 16:41:12

Este diário já trouxe inúmeras matérias em relação à insatisfação dos usuários da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), por conta das más condições do asfalto e dos preços considerados “absurdos” cobrados nas praças de pedágio. Dos dois lados. Isso tem modificado a rotina de muitas pessoas que moram nas pequenas cidades vizinhas e, assim, precisam se planejar quando o assunto é ir à Presidente Prudente, capital do oeste paulista, município que sedia vários locais de lazer, grandes eventos, médicos especialistas em diversas áreas, faculdades, um setor comercial diversificado, entre outros segmentos.

Mas, ir à Presidente Prudente ficou caro. De carro ou de ônibus. Tudo tem alteração por causa dos valores dos pedágios. E, as constantes chuvas, têm deixado a rodovia repleta de buracos, remendada, com desnível. Um cenário que não está “à altura” do valor pago pelos usuários nas praças de pedágios.

Agora, além desta dificuldade que as pessoas têm de irem até Presidente Prudente, por diversos motivos – já que é a capital regional -, Presidente Epitácio demonstra preocupação com a economia da cidade. Como divulgado neste diário na edição de domingo, com a intenção de restabelecer a economia frágil e fomentar o turismo, o vereador e atual presidente da Câmara Municipal, Luiz Tiago da Silva Júnior (PSDB), conhecido como Juninho do Rap, enviou um ofício ao presidente da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo), Giovanni Pengue Filho, com a solicitação de estudos para a transferência da praça de pedágio de Caiuá. O parlamentar requer que o novo local seja na divisa dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Conforme a Câmara Municipal, os valores significativos num curto trecho da Rodovia Raposo Tavares têm afetado os próprios munícipes, além da economia local. Os epitacianos são os únicos residentes antes da divisa com Mato Grosso do Sul, que precisam passar por duas praças de pedágio para chegar a Prudente.

Os pedágios são importantes, sim. Para manter a boa estrutura e limpeza do asfalto, garantir segurança e socorro aos usuários. Porém, é preciso ter discernimento e entender o lado da população. Centenas de pessoas seguem diariamente para Prudente e pagam pedágio, seja para trabalhar, ir para faculdade, escola, médico. Vários vereadores de tantas cidades já demonstraram insatisfaço, pediram isenção da tarifa pela placa do carro, cobrança unilateral, enfim, alguma solução que amenize o impacto financeiro do usuário, bem como da economia das cidades regionais. A Artesp, sendo a agência reguladora, precisa fiscalizar com “olhos de lince”, cobrar as concessionárias em relação aos cuidados e rever a realidade dos milhares de munícipes.

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