NÍVEL DE EMPREGO

Região fecha maio com 600 novas vagas de trabalho

Dados do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo mostram que variação ficou em 1,39% e foi um reflexo das contratações no setor de Coque, Petróleo e Biocombustíveis

  • 15/06/2019 06:08
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), em Presidente Prudente, conforme dados divulgados ontem, apresentou resultado positivo no mês de maio. Conforme o Ciesp, a variação ficou em 1,39%, o que significou um aumento de aproximadamente 600 postos de trabalho. Os números foram influenciados, principalmente, pela variação positiva de 14,47% do setor de Coque, Petróleo e Biocombustíveis. “Esse resultado é sazonal e está ligado ao período de safra do setor do etanol, que volta a realizar contratações”, afirma o diretor regional do Ciesp, Wadir Olivetti Júnior.

Ainda conforme o levantamento, no ano, a região tem um acumulado de 3,52%, representando um aumento de aproximadamente 1.450 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, no entanto, o acumulado é de -6,32%, representando uma queda de aproximadamente 2.850 postos de trabalho. Além do já mencionado, outro setor que também apresentou variação positiva – mas nem tão expressiva – foi o de produtos de madeira. Em maio, o setor fechou o nível de emprego com 2,94%, sendo que no mesmo período do ano passado havia apresentado variação negativa de 5,41%.

Sobre os bons desempenhos, Wadir diz que 600 novos postos de trabalho trazem boas expectativas, já que estão consumindo no mercado e fazendo com que as empresas deem continuidade aos trabalhos, o que trará investimentos ao comércio regional. Já nos destaques negativos, o Ciesp informa que o pior deles foi o setor de Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos, que no mês passado fechou em -8,26% e no mesmo período do ano passado havia finalizado com -0,77%.

“No geral, infelizmente, a economia ainda não vai bem e está estagnada. Alguns segmentos ainda estão sentindo essa retração. Especificamente no setor que apresentou o pior desempenho, acredito que seja um reflexo da realidade de demais indústrias, já que esse é o responsável por fornecer equipamentos às demais e retrata baixa contratação dos serviços, é um efeito cascata”, finaliza Wadir.