José Reis - Produtor cultiva pitaias brancas, vermelhas e mistas, em Montalvão

Foto: José Reis - Produtor cultiva pitaias brancas, vermelhas e mistas, em Montalvão

EM EXPANSÃO

Região é a maior produtora de pitaia do Estado

Doutor em agronomia – horticultura, William Takata diz que municípios regionais, especialmente Narandiba, são os principais fornecedores do produto na Ceagesp da capital paulista e ressalta que mesmo sendo uma cultura nova, tem muito a crescer

  • 06/10/2019 04:02
  • GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local

Há pouco mais de três anos, o produtor rural Rogério Rocha da Silva, 51 anos, percebeu que o cultivo da pitaia poderia ser um bom negócio. Mesmo com alguns cuidados na plantação, que requerem paciência e disposição, como ele mesmo classifica, a escolha foi, de fato, um bom negócio. Isso porque, ele não é o único que tem apostado nessa cultura, já que, conforme o professor da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) e doutor em agronomia – horticultura, William Takata, a produção de pitaia tem sido um atrativo local, o que faz com que a região seja a “maior produtora do Estado”.

Rogério cuida da plantação de pitaias brancas, vermelhas e mistas, que fica em Montalvão, distrito de Presidente Prudente, e afirma que muitas são as propriedades que aproveitaram dessa nova oportunidade como uma chance de expandir os negócios. “A tendência é aumentar cada vez mais as áreas de cultivo e investir neste setor”. Ele expõe, no entanto, que é preciso tomar alguns cuidados para que tudo saia conforme esperado, já que a terra da região precisa, muitas vezes, de um preparo.

“Esse ano, por exemplo, tivemos pouca chuva e muito calor, então, precisamos utilizar a irrigação. A comercialização é boa, conseguimos mandar para diversos locais, como o Paraná e mercados da região”, diz o produtor. As plantações cheias de “espinhos” requerem um cuidado na hora do manejo e ele afirma que a parte mais trabalhosa do cultivo é a polinização do fruto, que deve ser feita sempre à noite, depois das 20h, por aproximadamente seis dias. “É no horário que ela abre e permite que o serviço seja feito, sempre com cautela”.

Na propriedade, a plantação foi feita em julho e a colheita está prevista para a partir da segunda quinzena de novembro.

REGIÃO DE PP É A MAIOR

PRODUTORA ESTADUAL

O professor da Unoeste lembra que os municípios da região, especialmente Narandiba, são os principais fornecedores do produto na Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns de São Paulo) da capital paulista e ressalta que mesmo sendo uma cultura nova, tem muito a crescer. “Estamos dominando bem o sistema de cultivo na região. Se pararmos para pensar, ela começou a ser cultivada há 30 anos no mundo e por aqui há aproximadamente 15 anos”.

O sucesso do fornecimento, para William, se dá por causa do bom manejo do produtor, que sabe driblar as adversidades, aliado ao clima favorável e investimentos nas produtividades. “É um cultivo que não precisa praticamente de defensivos agrícolas e gera muita rentabilidade. Por isso, o resultado tem sido satisfatório”.

Saiba Mais

Nos dias 21 e 22 de novembro, a Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) realiza o Simpósio de Pitaia – Sistema de produção: do plantio à colheita. As inscrições seguem até o dia 31 de outubro, por R$ 80. Após isso, o valor passa para R$ 100. “O objetivo é o de trocar informações entre as regiões produtoras, para podermos fomentar a cadeia produtiva”, expõe o professor e doutor em agronomia – horticultura, William Takata.