Região é a 7ª com menor número de casamentos

GABRIEL BUOSI - Da Redação • 13/04/2018 09:24:25

. Foto: Região teve queda de 185 matrimônios ao analisar 2014 e 2016

A Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) divulgou ontem, os números referentes aos casamentos entre os anos de 2014 e 2016, levantamento mais recente, sendo que a 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo registrou uma queda na quantidade de matrimônios. Isso porque, conforme o estudo, em 2014 os 53 municípios apresentaram 6.055 casamentos, que caíram para 5.971 em 2015 e encerraram o ano de 2016 com 5.870 uniões oficializadas em cartório. Presidente Prudente, no entanto, está na contramão dos dados e apresentou aumento nos números de casamentos nos três anos analisados. Ao comparar as regiões administrativas do Estado, a 10ª RA fechou 2016 como a sétima região com a menor taxa de nupcialidade por mil habitantes. Em 2014, os 53 municípios ocupavam o oitavo lugar.

Conforme a Fundação Seade, a evolução estatística de casamentos no Estado é realizada com base nas informações dos cartórios de Registro Civil e traz dados em nível estadual que apresentam, por exemplo, que a idade média para o matrimônio aumentou “sistematicamente” e, em 2016, alcançou os 33,9 anos para o sexo masculino e 31,3 para o feminino. O estudo diz ainda que o casamento entre homens e mulheres mais jovens tem perdido espaço nos últimos anos para as uniões de homens mais novos do que as suas mulheres. Em 2016, mais da metade das uniões (55%) foram realizadas nos meses do último semestre do ano, sendo dezembro (11,6%) o mais procurado.

A 10ª RA, ao analisar os anos de 2014 e 2016, registrou uma queda de 185 casamentos, sendo este período marcado por uma diminuição de 3%. Prudente, no entanto, apresentou aumento nos números, já que, no mesmo período analisado, teve, respectivamente, 1.916 matrimônios, que subiram para 1.973, o que representa 57 novas uniões. Presidente Epitácio seguiu a mesma linha de crescimento e registrou, em 2014, a quantidade de 297 casamentos, que aumentaram para 325 no ano seguinte e encerram o ano de 2016 com 332 matrimônios.

 

“Perspectiva de vida”

Para o sociólogo, Marcos Lupércio Ramos, a queda na região e aumento em Prudente pode estar associado ao êxodo rural, quando o número de pessoas que migram de cidades pequenas para grandes centros tem se tornado uma realidade cada vez maior. “A cidade torna-se, então, um atrativo e isso se reflete nos dados. O casamento ainda é visto como uma perspectiva de vida e representa uma tradição familiar”, lembra. O especialista ressalta haver ainda o fator religioso no quesito influência, quando a população adere às doutrinas da Igreja e as fundamentam, por exemplo, com o casamento.

O exemplo dessa tradição é o casal, Tamires Lourenço, 25 anos, e o vendedor, Edvaldo Rodrigues, 26 anos. Eles se conheceram em um aplicativo de relacionamento quando ele ainda morava em Maringá (PR), sendo que o vendedor se mudou para Prudente por causa da jovem que futuramente seria sua namorada. “O início do namoro foi tranquilo, durou dois anos e oficializamos o casamento no dia 22 de outubro de 2016”, afirma Tamires.  A jovem lembra que o apoio da família e o sentimento que ambos sentiam foram fundamentais para a escolha do matrimônio, que, para ela, tem sido cada dia melhor. “Estamos muito bem”.

 

Na contramão da região                                                                                   

O oficial de cartório da unidade de Registro Civil de Prudente, Plínio Alessi, afirma que no período analisado pelo estudo, o aumento foi notório, mas ele atribui que os dados são reflexos, principalmente, da quantidade de munícipes. “Muitas pessoas que moravam juntas também resolveram oficializar a união. Além disso, há os casamentos gratuitos que ocorrem aqui na unidade, quando o casal comprova a baixa renda”. Ele lembra, no entanto, que de 2016 até hoje, os matrimônios apresentaram uma “leve” queda, mesmo sem ter os números em mãos.

Já a oficial do cartório de Presidente Epitácio, Rosemeire Solange dos Santos, atribui a grande procura, dentre outros fatores, ao tradicionalismo do casamento dentro das famílias de cidades do interior e lembra que os números podem ser levados como sazonais. “Isso vai muito de período. Neste ano, por exemplo, não tivemos dados expressivos, por isso, o movimento tem sido bem tranquilo até agora”, expõe.  

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