Região apresenta pior desempenho de contratação

O número de empregos na construção civil da região de Presidente Prudente é o que apresenta maior queda em todo o Estado de São Paulo, segundo dados levantados pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo)

REGIÃO - IVE CAROLINE

Data 04/11/2017
Horário 11:56

O número de empregos na construção civil da região de Presidente Prudente é o que apresenta maior queda em todo o Estado de São Paulo, segundo dados levantados pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo). De acordo com a análise, a regional caiu 1,47% em agosto, comparado ao mesmo apontamento durante o mês de julho. Com este percentual, a capital do oeste paulista foi seguida por São José do Rio Preto (-1,07%), Campinas (-0,79%), Ribeirão Preto (-0,59%), Santos (-0,42%), São Paulo (-0,27%) e Santo André (-0,19%).

De acordo com os dados informados, o sindicato também acrescentou que esta é uma queda contínua, já que Prudente também perdeu o estoque de trabalhadores da construção civil no mês de julho. Perda confirmada pelo construtor civil Marcelo Pereira Barbosa, 43 anos, que ainda ressaltou a falta de serviços para os trabalhadores da área.

“Nós, construtores, vemos uma constante queda tanto de trabalhadores, quanto de contratações de serviços. Pelo meu conhecimento de mercado, a mão de obra dos empregados relacionados ao setor vem sendo desqualificada. Ninguém quer trabalhar e ganhar mal, por isso, acredito que isso também tenha contribuído com a baixa contratação”, acrescenta Marcelo.

Segundo a Sinduscon, somente três regiões tiveram resultados positivos, com aumento no estoque de trabalhadores da construção civil: Bauru (0,88%), Sorocaba (0,41%) e São José dos Campos (0,28%). Se considerar os números absolutos, a região de Presidente Prudente teve uma perda de 125 empregos na carteira assinada só em agosto de 2017.

Para o prudentino Gentil Batista da Silva, que trabalha com acabamentos de obras civis, dos últimos 5 anos para cá, a queda de empregos na área da construção civil afetou cerca de 30% do valor que era pago aos trabalhadores, pois, com a crise do país, a quantidade de mão de obra é maior que o serviço demandado.

“Houve uma época em que havia muita oferta de serviço e pouca mão de obra no setor. Atualmente, o cenário é totalmente o oposto: temos muito trabalhadores e pouco serviço para eles realizarem. A consequência disso é a desvalorização do nosso trabalho e a diminuição do salário. Muitos amigos que já trabalharam comigo migraram para outra profissão, porque não eram contratados em lugar nenhum”, lamenta Gentil.

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