José Reis - Segundo a Prefeitura, espaço sofre com “depreciação do tempo”

Foto: José Reis - Segundo a Prefeitura, espaço sofre com “depreciação do tempo”

“INVIÁVEL”

Reforma do estádio está orçada em R$ 1,5 milhões

Última vez que o Prudentão recebeu uma partida de futebol da elite profissional foi em 2016, quando o local sediou a goleada do Água Santa sobre o Palmeiras, por 4 a 1

  • 08/03/2019 07:03
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

A última vez que o Estádio Municipal Paulo Constantino, Prudentão, recebeu uma partida de futebol da elite profissional foi em 2016, quando o local sediou a goleada do Água Santa sobre o Palmeiras, por 4 a 1, pelo Campeonato Paulista. De lá pra cá, quem estava acostumado a visitar o espaço também teve de lidar com a “depreciação natural do tempo” que o atingiu, como diz a Prefeitura, colocando o local para reserva e recebendo apenas a treinos de times locais e ou jogos do Campeonato Amador. Para mudar isso, ou melhor, acertar os desgastes físicos da área, como rachaduras e pinturas e englobar uma reforma completa, ainda de acordo com a municipalidade, seria necessário pelo menos R$ 1,5 milhão.

O que hoje é visto como inviável pelo poder público. Isso porque impactaria e não seria ideal para a atual realidade dos cofres públicos, “tendo em vista que o Grêmio Prudente não deverá participar de jogos profissionais e  clubes como Corinthians e Palmeiras [os que mais enviavam partidas a Prudente] hoje contam com suas arenas próprias”, informa a administração municipal.

Mas isso não quer dizer que o espaço esteja “abandonado”, como já foi classificado anteriormente por torcedores locais. Na verdade, a Prefeitura detalha que o município gasta algo em torno de R$ 200 mil por ano com manutenção do espaço, que inclui “contas de água, luz elétrica, telefone e pagamento de cinco funcionários fixos, sendo quatro vigias e um caseiro”.

Times locais

Nesse ano, a participação de equipes profissionais em campeonatos federados que já receberam jogos no Prudentão, como o Grêmio Prudente, foram cancelados. Alguns dos motivos alegados foram a falta de investimento e liberações do estádio. Sobre o assunto, o poder Executivo afirma a necessidade de “ressaltar que não é responsabilidade do município arcar com despesas de empresas particulares, como clubes de futebol”, e não mencionou se o espaço está pendente de avaliações ou documentações.

O dirigente José Clóvis da Silva, Zé Clovis, alega que o time nunca mencionou sobre a necessidade do Executivo de arcar com custos no profissional, mas sim investir na base, “na molecada nova que sempre contou com isso”. Já sobre a situação do estádio, não quis avaliar o local, “uma vez que não tem visitado o mesmo”. Até fechamento dessa edição, a reportagem também tentou falar com o PPFC (Presidente Prudente Futebol Clube), mas não obteve sucesso no contato até então.