Quarto de badulaques (XV)

  • 18/11/2018 05:10
  • Sandro Rogério dos Santos

Para este nosso 250º encontro semanal, selecionei algumas citações. Aprendizados. “Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.” (Gibran Khalil Gibran)

Ovelhas e pessoas. Há ovelhas que se extraviaram no caminho quando não aceitaram a forma de viver no redil; acreditavam que tudo a seu modo e em ‘plena’ liberdade seriam felizes. Há muitas ovelhas distanciadas do redil. Há muita gente desencontrada da Igreja-Comunidade. Há muita ovelha rebelde que só escuta a si mesma. Também eu, Senhor?

Senhor “EU”. A cada dia, topamos com o senhor “Eu”. O senhor “Eu” é fácil de ser identificado. Ele sempre diz “eu, eu, eu”. O senhor “Eu” está cheio de si. Suas palavras são as mais importantes; seus pensamentos, os melhores; suas aventuras, as mais excitantes; seus desejos, os mais urgentes; seus sofrimentos, os piores. Tudo gira em torno dele. Onde ele está, encontra-se o centro do mundo. O senhor “Eu” anda sempre superocupado. Nunca lhe sobra tempo para os outros. (...) Quem está cheio de si está, em última análise, vazio. Não crescemos, enquanto rebaixamos os outros. Quem consegue esquecer-se de si mesmo, esquece também seus cuidados. Para ser feliz, não é preciso possuir muito, basta desejar menos. (Phil Bosmans)

Ensinamento do mar. “O mar me fala da grandeza do amor, da fecundidade da vida, da resistência da fé e da sublimidade do perdão... Não é a vida que agita o homem, mas o homem que se agita na vida. Muitos pensam que o homem é a vítima da vida, e no entanto a vida é a vítima do homem. Cada um tem a vida que quer. (...) O rochedo, que resiste à fúria das águas, é mais forte que as ondas do mar. O homem que persevera no bem, resistindo à fúria do mal, é mais forte que os maus. (...) O homem maltrata seu semelhante, ferindo-o com o ódio. As pedras não sofrem nem choram, mas os homens feridos pelas maldades dos outros sofrem, sentem e choram. As ondas trituram as pedras sem maldade, mas o homem fere com malícia. (...) As ondas do mar ensinam a perdoar. Os homens ferem a areia com seus pés, deixando nela uma cicatriz, uma ferida. O mar envia uma onda que apaga a ferida sem deixar um vestígio sequer. Assim deveria o homem perdoar generosamente tudo, sem guardar mágoa nem ressentimento da ofensa recebida. (...) Ninguém pode conter as ondas violentas do mar, mas o amor pode conter as violentas ondas do ódio.” (Fr. Anselmo Fracasso. OFM)

Homilia papal. “A rivalidade é uma luta para destruir o outro. A rivalidade é ruim: pode-se fazer de maneira aberta, direta ou se pode fazer com luvas brancas; mas sempre para destruir o outro e elevar a si mesmo. E já que eu não posso ser assim virtuoso, assim bom, diminuo o outro, de modo que eu permaneça alto. A rivalidade é um caminho a este agir por interesse.” (Francisco, 5/11/2018)

Reavivar a chama do amor primeiro. “A Graça de Deus pode atingir-nos pelos caminhos mais variados e inesperados: penetrando pelas rachaduras de nossas quedas, pelas brechas abertas em nós pelas fragilidades e pelas grandes decepções ou soprando as últimas brasas que, sob as cinzas da desilusão, ainda permanecem acesas. Não poucas vezes é por meio do vazio deixado em nós pelas crises e perdas que Deus se introduz em nossas vidas e acaba por transformá-las radicalmente.” (Adroaldo Palaoro, sj)

Seja bom o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

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Sandro Rogério dos Santos

Sandro Rogério dos Santos

Sandro Rogério dos Santos é pároco do Santuário Diocesano Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, situado no Jardim Maracanã, em Presidente Prudente.

Contato: padre@santuariosantateresinha.com

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