Decepção

Prudentinos lamentam eliminação do Brasil na Copa do Mundo

Tristeza tomou conta dos apaixonados por futebol, que assistiam à partida em um shopping da cidade, ontem, após a desclassificação da seleção

JULHIA MARQUETI - Especial para O Imparcial • 07/07/2018 06:00:00

Torcedores se entristecem com resultado e o adeus da seleção. Foto: Marcio Oliveira

O tempo fechou. Mas não era porque iria chover ou começar uma briga. O tempo fechou porque a torcida brasileira não tem mais motivos para seguir cantando todas as músicas criadas, assim como os jogadores convocados não vão entrar em campo na próxima partida, que seria na terça-feira. O clima na tarde de ontem foi marcado pela tristeza e decepção, sentimentos que não tinham passado nem perto dos brasileiros apaixonados por futebol nesta competição e que se reuniram na praça de alimentação do Prudenshopping desde a primeira partida da Copa do Mundo da Rússia.

Após o jogo que marcou a desclassificação da seleção brasileira no Mundial contra a Bélgica, em Kazan, na Rússia, restou apenas a lamentação e o sentimento de tristeza. Mas antes do apito final, vale lembrar que o torcedor brasileiro acreditou até os 50 minutos do segundo tempo. E mesmo com o placar em 2 a 0 para o adversário, nada ainda estava perdido.

Para o torcedor Rodrigues Gentil, o segundo tempo viria para mudar tudo, e a busca pelo hexa seguiria viva. “2 a 0 não era esperado, mas temos que ser calmos porque estamos acostumados a virar e nós vamos virar esse jogo aí”, enfatizou o torcedor. Com 71 anos, Gentil diz que perdeu a conta de quantas Copas já acompanhou, mas afirma que em todas sentiu uma emoção diferente. “É muito gostoso, ninguém que gosta de futebol fala outra coisa. Podemos perder hoje, mas estaremos de pé na próxima”, declarou.

O desejo de Gentil, de continuar na competição, aumentou quando Renato Augusto conseguiu marcar o único gol da seleção brasileira na partida. Mas não foi o suficiente para se manter na competição, e o apito no final do jogo decretou um silêncio que ainda não tinha sido visto no local. Alguns choraram, outros bateram na mesa e um grupo de amigos se manteve onde estava, desde os 45 minutos da segunda etapa: ajoelhados no chão.

Para Marcelo Riquetti Silva, que se enrolou na bandeira, tentando se esconder do que tinha acabado de acontecer, o sentimento era inexplicável. “O sentimento é de tristeza, a gente estava na maior emoção. Estávamos confiantes, fez o gol e, nossa, deu aquela animada, mas agora nem consigo falar”, declarou. Enquanto para ele era difícil expressar o que estava sentindo, Carla Pezzano resumiu seu sentimento rápido. “Eu estou com raiva, porque o gol estava na frente deles e eles não chutavam”, enfatizou.

Com os olhos cheios de lágrimas, Henrique Souza não conseguiu acreditar no que ouvia e tinha visto, porém, seu desejo coincidia com o do Seu Gentil, de estar na próxima. “É muito triste, nós acreditamos muito. Eu não consegui segurar a emoção, mas agora é bola para frente, fazer o que”, lamentou. Enquanto muitos agradecem o elenco, e não acham motivos para a derrota, João Pedro Rodrigues Leal sentiu falta de uma coisa. “Para mim faltou raça, e não é de hoje”, declarou.

Mas, uma opinião de Marcelo foi concordada por todos do grupo. “Futebol é pura emoção e imprescindível, mas é uma coisa maravilhosa de ser ver. O sonho segue vivo”, afirmou. Quando João complementou. “Agora é em 2022, somos brasileiros, e não desistimos nunca”, afirmou.

Para fechar, um grito tímido ainda foi cantado no local. “58 foi Pelé, em meia dois foi o Mané, em sete zero o esquadrão, primeiro a ser tricampeão. 94 Romário, 2002 Fenômeno, primeiro tetracampeão, único penta é o brasilzão”. Sendo assim, a música que ligou todos os corações durante a Copa permanece sem um nome para o hexa, mas o desejo, sempre será. “Vamos seguir tentando completar e sempre cantar exaltando a história que já temos, afinal, seguimos os únicos maiores campeões mundiais”, concluiu João Pedro.

 

 

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