TREINAMENTO

Prudentino compete no Paulista de jiu-jitsu

De hobby para profissão, Paulo Roberto Cordeiro Junior coleciona alguns títulos na modalidade; competição ocorre no domingo, na capital

14/03/2019 04:00 • THIAGO MORELLO - Da Redação
Foto: Cedida / Atleta carrega vitória em campeonatos mundiais, brasileiro e sul-americanos Foto: Cedida / Atleta carrega vitória em campeonatos mundiais, brasileiro e sul-americanos

Desde os 18 anos de idade, o prudentino Paulo Roberto Cordeiro Junior, por influência de amigos, incluiu o jiu-jitsu na rotina. Mesmo sem pretensão, naquela época, a atividade deu “tão certo” que foi de hobby ao profissional. Hoje, 20 anos depois de quando foi ao tatame pela primeira vez, o atleta se prepara para mais uma competição: o Campeonato Paulista da CBJJE (Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo), realizado na capital paulista, nesse domingo. Com as malas quase prontas, a participação marca o início de temporada 2019, que servirá como preparação para demais torneios.

A competição ocorre no Ginásio Ibirapuera, mas para chegar até lá o atleta tem se preparado cotidianamente. À reportagem, Paulo conta que possui uma rotina regrada, no que tange não só a parte física, mas também psicológica e da alimentação.

“Geralmente eu treino três vezes por semana, por conta de alguns outros compromissos que são fixos em minha agenda. Mas é essencial manter um cronograma no qual, além de prática do jiu-jitsu e uma dieta balanceada, eu consiga fixar o descanso necessário para ter uma melhor performance”, ressalta o atleta.

De acordo com ele, isso garante um despenho mais produtivo, assim como qualquer atleta, na hora de competir, como ele prevê no paulista, no final de semana. Faixa preta master, categoria médio - até 82,3 kg -, o lutador também pretende participar da etapa Absoluto, no qual não possui uma faixa de peso máximo.

Mas tudo isso, segundo ele, é para se preparar ainda mais para outros campeonatos que ocorrerão ao longo do ano e que, na verdade, é o foco para Paulo. “Como agora estou abrindo a minha temporada, o Paulista sendo a primeira competição de 2019 vai me ajudar a ver como estou no tatame e me auxiliar no preparo para os demais torneios, dentre eles, o Campeonato Mundial, Pan-americano, Sul-americano e Brasileiro da modalidade. Fora isso pretendo competir fora do país”, pontua.

 

Trajetória de conquistas

A influência dos amigos, como citado no início da reportagem, foi um dos fatores primordiais para a entrada de Paulo no esporte. No entanto, desde que entrou de cabeça na prática, ele não deixa de mencionar que uma de duas influências foi o prudentino Hemerson Navarro, treinador e competidor da equipe da Navarro, que como já publicado neste jornal diário, agrega títulos em diversas competições.

E por falar em conquistas, nesses 20 anos de carreira, o lutador de arte marcial também destaca algumas de suas vitórias, que além do orgulho, serve como combustível para continuar no esporte.

Ser campeão brasileiro no Open CBJJE em 2015; vice-campeão mundial CBJJE em 2016; e terceiro colocado no BBJ Paulista 2017, Pan-Americano CBJJE 2017 e OpenChile CBJJE 2018 são alguns mencionados por ele.

Mas além dos ganhos competitivos, há também os acréscimos garantidos à vida particular. “Desde que iniciei minha trajetória, eu atrelei à minha vida pessoal a disciplina que conquistei, fora o ganho físico, da importância de se manter em movimento, de forma a ajudar na saúde. Principalmente por ser advogado e ficar o dia inteiro sentado, a prática me ajuda a compensar isso”, pontua.

 

Aprendizado social

E nos intervalos entre a rotina esportiva e a vida pessoal, ainda sobra tempo para ensinamentos. Há mais ou menos seis meses, o lutador dá aulas de jiu-jitsu para crianças de 8 a12 anos que participam do Projeto Viver, realizado pelo governo de Presidente Prudente.

Na verdade, para ele trata-se de uma troca de experiências, segundo o atleta, que afirma a oportunidade de ensinar o que sabe, mas também aprender com os pequenos. “É uma forma de ter esse feedback dentro da minha carreira. Além disso, visualizar possíveis talentos e influenciá-los a continuar no esporte e conciliar uma vida profissional dentro da prática”, ressalta satisfeito.

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