Cedida: Evandro Marques - Com osteogênisis imperfecta, natação é único esporte que Dayara Cardoso pode praticar

Foto: Cedida: Evandro Marques - Com osteogênisis imperfecta, natação é único esporte que Dayara Cardoso pode praticar

PRUDENTINAS VÃO À CAPITAL PARA PARALÍMPIADAS

Além de PP, outras três cidades representam a região na maior competição do gênero

  • 18/11/2018 04:20
  • JULHIA MARQUETI - Especial para O Imparcial

A partir desta segunda-feira, o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, de São Paulo (SP), será palco das competições das Paralimpíadas Escolares 2018. O maior evento do gênero da América Latina tem a expectativa de receber 1.200 mil jovens de 12 a 18 anos com deficiência física, visual ou intelectual matriculados em escolas do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares. Na oportunidade estarão presentes alunos de todo o país, menos dos Estados do Rio de Janeiro (RJ)  e Piauí (PI).

Com quatro cidades, o oeste paulista será representado por Presidente Prudente, Rancharia, Euclides da Cunha e Teodoro Sampaio. Ao todo, cinco atletas levam o nome da região para a competição, sendo três deles de Prudente. A técnica Micheline Cardoso e as nadadoras Dayara Cardoso Vitor de Souza e Manoela Janase Gomes compõem a seleção paulista no torneio. A mesma, terá a maior delegação e estará representada por 159 participantes, com 120 atletas e 39 membros da comissão técnica.

Para Micheline, treinadora da equipe Semepp/Apop/Pastorinho/Aurotec, a expectativa das três está grande, ainda mais por ser a primeira participação das nadadoras. “Vamos buscar bons resultados, ainda mais sendo uma oportunidade inédita de mostrarmos trabalho nesta competição de nível nacional. Estamos muito felizes por participar, mas voltar com bons resultados vai ser melhor ainda”, ressalta.

Iniciando os treinamentos de natação aos 7 anos, Dayara começou a treinar para competir apenas no ano passado, aos 15. A modalidade foi escolhida, uma vez que, causa poucos impactos nos ossos da atleta que nasceu com osteogênisis imperfecta, que é mais conhecida como Síndrome dos Ossos de Vidro. “A natação é o único meio esportivo que pode ser praticado, e hoje vai além de uma atividade física. É onde eu me sinto capaz de dar o meu melhor e consigo atingir as minhas metas”, destaca Dayara.

Com oito medalhas conquistadas em 2018, a atleta explica o motivo de ter como melhor lembrança até o momento, sua primeira participação em competições, mesmo que na oportunidade não tenha tido conquistas. “No Circuito Loterias Caixa foi onde vi pessoas com mais dificuldades que eu lutando e alcançando seus objetivos. Isso ensina e incentiva muito”, enfatiza.

 

Mais sobre a competição

Nesta edição, os estudantes entram em disputa em 11 modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, futebol de 5, futebol de 7, goalball, judô, natação, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôleibol sentado. O evento será realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro com o apoio do governo do Estado de São Paulo, por meio das secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência; da Educação; do Esportes, Lazer e Juventude e do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia.

Foto: Cedida / Micheline Cardoso - Trio de atletas que representa Prudente nas Paralímpiadas