Oslaine Silva - Prudente Thunders em intervalo do confronto em que perdeu para o Monte Alto Rippers dia 25

Foto: Oslaine Silva - Prudente Thunders em intervalo do confronto em que perdeu para o Monte Alto Rippers dia 25

SEGUNDO JOGO

Prudente Thunders encara Pirajuí Golden Warriors

Equipe prudentina entra em campo às 10h de hoje, no Estádio Municipal Francisco Nazareth Rocha, pela Copa Mogiana de Futebol Americano

  • 22/09/2019 08:06
  • OSLAINE SILVA - Da Redação

Vai trovão, rasga o gramado e traz uma vitória para casa! Às 10h deste domingo, o Prudente Thunders encara seu segundo jogo pela Copa Mogiana de Futebol Americano. A partida será contra o Pirajuí Golden Warriors, na casa do adversário, no Estádio Municipal Francisco Nazareth Rocha, em Pirajuí (SP). Ambas as equipes são novas na copa.

Segundo o engenheiro de produção, que é quarterback do time, José Cássio dos Santos Junior, este é o segundo jogo da equipe na Copa Mogiana. O primeiro foi em casa, no Estádio Paulo Constantino, o Prudentão, e perdeu por 14 a 0 para o Monte Alto Rippers, no dia 25 de agosto.

“Acredito que perdemos pelo nervosismo, principalmente por jogar em casa, tendo a responsabilidade ainda maior com toda a torcida ali contando com a gente. Tivemos erros primários de fundamento, posicionamento de jogadores. Ou seja, erros inadmissíveis. O que muda para este jogo de amanhã [hoje] é que já enfrentamos, não tem muito tempo, a equipe do Pirajuí e ganhamos. Então, pode ser psicológico, mas talvez esse resultado nos dê um pouco mais de inspiração e nos faz acreditar na vitória”, comenta Cássio, que é jogador de futebol americano há aproximadamente dois anos.

Gosto de infância

A paixão pelo esporte do jovem de 24 anos vem desde a infância, quando ele assistia aos filmes que mostram toda a cultura do futebol americano. Foi crescendo e a vontade de participar era grande. Mas, como morava em uma cidade pequena, Bataguassu (MS), não tinha nem quem brincasse nas ruas com esse esporte nada comum.

“Então, no mesmo mês que cheguei a Prudente, em 2016, procurei o time da cidade, Prudente Coronéis, participei do processo seletivo e estou até hoje, no então Prudente Thunders, como quarterback da equipe, capitão, coordenador do ataque e membro da diretoria do time”, destaca o jogador, que antes disso diz ter jogado basquete por muitos anos.

Mas depois que conheceu o futebol americano virou sua grande paixão. “Hoje dedico quase metade do meu tempo, além de para a família, esposa, trabalho, ao esporte que é pra mim um estilo de vida. É algo que realmente mudou a minha vida!”, acrescenta o quarterback que, indagado sobre quem é o melhor quarterback de todos os tempos, na sua opinião ele responde que sem dúvida, Joe Montana. “Quem conhece a história do futebol americano sabe que ele foi um cara que revolucionou o esporte nessa posição”, garante.

Avançando jardas

Para entender um pouquinho esse jogo que tem do baixinho ao altão, do gordinho ao magrelo ou o fortão, Cássio começa pela questão do por que geralmente não se tem um técnico, especificamente, no time. De acordo com ele, a grande maioria das equipes do interior, como o Prudente Thunders, por exemplo, não conta com um head coach, como eles chamam um técnico no futebol americano. Dentre os motivos, por ser um tanto difícil os custos para manter no caso de contratar um. Então quem acaba atuando em tal função são os jogadores mais experientes, capitães de equipe ou até mesmo jogadores aposentados.

“No meu caso, como quarterback da equipe, procuro estar ajudando o pessoal. Estudo muito, compro cursos, troco experiências com head coach de São Paulo. Como quarterback e capitão do ataque, eu fico responsável por treinar o ataque em si. A defesa também tem uns jogadores mais experientes que contribuem com o aprendizado dos novatos

Para quem assiste a um jogo pela primeira vez e não entende nada do esporte, geralmente não entende como funciona aquela questão em que a turma do ataque está em campo, de repente entra a defesa. Primeiramente Cássio explica que é um jogo de estratégia em que se precisa conquistar o território do seu adversário a fim de chegar à zona final do campo dele e marcar pontos. Para isso o time tem quatro tentativas para um avanço de dez jardas. Se dentro dessas quatro, avançar as dez jardas, renova-se para mais quatro.

“Se conseguir já na primeira renova mais quatro e vai avançando. Dentro dessas quatro tentativas, precisa alcançar as dez. Se você não alcançou, joga a bola o mais longe possível para o ataque adversário tentar avançar, e é ai que a sua defesa entra para proteger o seu território do adversário. Quem chega ao final do campo do outro time é quem marca pontos. Basicamente assim é o futebol americano”, explica o quarterback.

 

Foto: Rodrigo Biazon

Cássio nutre uma paixão pelo futebol americano desde a infância