José Reis - Fernando montou oito protótipos para chegar ao modelo ideal de impressora; entre os produtos fabricados estão ossos para estudos

Foto: José Reis - Fernando montou oito protótipos para chegar ao modelo ideal de impressora; entre os produtos fabricados estão ossos para estudos

TECNOLOGIA

Prudente tem fábrica de impressoras 3D, que otimizam tempo e geram economia

Empresário começou a produção há pouco mais de seis meses e pretende atender, além do mercado regional, todo país

  • 05/07/2019 12:04
  • GABRIEL BUOSI - Da Reportagem Local

A tecnologia está cada vez mais presente na vida da população e muitas são as máquinas diariamente desenvolvidas para auxiliar no dia a dia e na otimização de tempo e dinheiro principalmente de empresas. Um bom exemplo disso são as impressoras 3D e que em Presidente Prudente têm ganhado cada vez mais espaço, como relata o diretor da 3D Tekky, Fernando Koyanaji, que há pouco mais de seis meses começou a comercializar o produto, que, inclusive, tem auxiliado indústrias e universidades da região de Presidente Prudente.

De acordo com Fernando, o envolvimento dele com a tecnologia foi o que o motivou a buscar conhecer as impressoras capazes de criar os mais diversos objetos, como aviões, robôs, brinquedos e até mesmo um modelo de crânio humano. Para se ter uma ideia, um crânio feito na impressora, com aproximadamente 300 gramas e 18 centímetros, demora aproximadamente 17 horas para ficar pronto. “Há cinco anos mais ou menos, quando tive contato com as impressoras, eu via que faria diferente em alguns aspectos e as deixaria adaptadas às necessidades do mercado e foi quando comecei a idealizar meu próprio produto”, lembra.

Para chegar atualmente na venda dos produtos – que por enquanto ocorre de forma regionalizada, mas visa ampliar para âmbito nacional, o diretor da empresa chegou a comprar cinco máquinas e fazer oito protótipos para achar um modelo ideal à comercialização. “Depois de obter sucesso e ter contato com alguns empresários, vi que o mercado estava disposto a investir e ter um produto como esse, e foi quando tive a certeza de que deveria abrir meu trabalho para as vendas”.

As impressoras, como ele mesmo classifica, são produtos que não servem para residências, por exemplo, pois existem opções que podem chegar a 300 quilos. O produto feito por ele tem auxiliado, por exemplo, a Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), que, conforme Fernando, tem utilizado o produto para a impressão de modelos de ossos humanos e animais, o que facilita o ensino dentro da sala de aula. “A aula fica mais fácil de ser entendida, pois dificilmente um osso de verdade seria o mesmo para todos os alunos, então professores e estudantes falam a mesma língua com o uso da tecnologia”.