COTIDIANO

Prudente precisa reestruturar o trânsito e atender suas demandas

  • 27/04/2019 04:00

Quem antes gastava cinco minutos de carro até ali, hoje usa o dobro do tempo. E a tendência é que os percursos fiquem ainda mais demorados, uma vez que o constante crescimento de Presidente Prudente gera consequência direta em sua frota de veículos em atividade no trânsito. Além dos pontos de congestionamento, sobretudo em horários de pico – 7h, meio-dia e 18h –, a cidade-sede regional enfrenta a falta de vagas para estacionamento durante o expediente comercial.

Há pontos bastante críticos, como o centro da cidade, também fora da área delimitada pela Zona Azul. Nas regiões além das avenidas Manoel Goulart e Washington Luiz, bem como nas imediações do Procon Municipal – antigo prédio da estação ferroviária – encontrar uma brecha ao meio-fio para parar o veículo requer algumas voltas nos quarteirões e paciência.

Paciência essa que muitos querem poupar e acabam recorrendo aos estacionamentos particulares, pagando, em média, R$ 4 pela primeira hora de uso. Isso quando não os encontra lotados. Hoje, o custo de uma hora na Zona Azul é R$ 1,50.

Outras áreas também não fogem deste cenário, como nas imediações do Poupatempo, do Terminal Rodoviário Comendador José Lemes Soares e Santa Casa de Misericórdia. Perímetros que – junto do Procon - a Semob (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública) já organiza a implantação da Zona Azul.

Serão 230 novas vagas, as quais a pasta inicia a sinalização horizontal e a inserção de placas nos próximos dias. A CAC (Casa do Aprendiz Cidadão) também já promove a seleção dos funcionários. A medida busca dar rotatividade de veículos, garantir que usuários não permaneçam por longos períodos num único local e facilite àqueles que necessitam dos serviços e comércio nestas imediações.

Sabemos que a falta de vaga é apenas um dos problemas no trânsito. Há estrangulamento de ruas, fluxos interrompidos por trechos contramão, falta de canteiro central e linearidade – como na Avenida Brasil, por exemplo -, grandes rotatórias, ausência de vias de mão rápida. O comportamento do motorista dificulta ainda mais este quadro. Ultrapassagem pela direita; tráfego sobre a sinalização de solo, interrompendo as duas pistas; excesso no limite de velocidade; conversões proibidas; avanço do sinal vermelho; parada sobre a faixa de pedestre; estacionamento em local proibido ou em vagas para deficiente e idoso; enfim, inúmeras imprudências agregadas à falta de educação.

Em um trabalho intersecretarias, se faz indispensável executar estratégias para reduzir estas situações críticas encaradas pelos usuários do trânsito prudentino. Conhecer a realidade de outros municípios, reunir especialistas em trânsito e buscar recursos financeiros e técnicos para realizar as necessárias mudanças é contribuir para a qualidade de vida de toda cidade, que depende do seu trânsito.