Procura por consórcios de imóveis tem aumento de 30%

ANNE ABE • 12/01/2018 12:30:09

Um levantamento da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios) apontou que, de janeiro a outubro de 2017, ​​60,05 mil pessoas no país conseguiram adquirir um imóvel por meio de consórcio. A região Sudeste é a segunda com maior adesão à modalidade, com 30,7% em São Paulo. Em Presidente Prudente, as empresas do ramo notam que a realidade é bem próxima da capital, a partir de um aumento de 30% na procura pelos consórcios de imóveis.

O presidente-executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, aponta que o seguimento de imóveis é o segundo mais procurado dentro dos consórcios, ficando atrás apenas dos automóveis. Ele acredita em um leve aumento animador, ocasionado pela melhora na economia brasileira e a taxa baixa. “O consumidor está mais otimista, mas ainda cauteloso. Após a crise, as pessoas começaram a se atentar para a educação financeira, substituiu a compra por impulso para o planejamento”, expõe.

Sobre o maior aumento no consumo da região de São Paulo, diz que os paulistas incorporaram mais a preocupação financeira e está buscando produtos disponíveis no mercado para voltar a adquirir “seus grandes sonhos de consumo: carro e imóvel”. “Todos têm a chance de serem contemplados, pois os sorteios ocorrem mensalmente ou podem dar um lance, caso tenham disponibilidade do crédito. Além disso, há grupo que variam de 150 a 200 meses, então, as prestações cabem no bolso do consumidor”, explica.

 

Ramo prudentino

O aumento na procura pelo consórcio de imóveis foi de, aproximadamente, 30% na Embracon, em relação ao ano de 2016, conforme o gerente comercial, Diniz Quintino Fernandes Júnior. Ele aponta que a média dos consórcios imobiliários na região é de R$ 180 mil e os principais motivos são as facilidades e conscientização do produto. “O consórcio é uma modalidade bastante flexível. Ao ser contemplado, o consorciado tem a possibilidade de adquirir seu veículo ou imóvel novo ou usado à vista. Muitas pessoas também se valem do consórcio para comprar terrenos e até para efetuar reformas ou ampliações de seus imóveis”, aponta.

O mesmo crescimento ocorreu na representante da Rodobens, segundo seu proprietário Júlio Cesar Schott, sendo utilizada para a compra, construção ou reforma de imóveis comercial ou residencial. Ele alerta que para optar por este tipo de negócio, a pessoa precisa ter noção da sua necessidade financeira, haja vista que são investimentos de longo prazo. “Se precisar de um imediatismo para adquirir o imóvel, o consórcio não é uma boa opção, se não tiver uma oferta para fazer um lance, pois o crédito só estará disponível após ser contemplado”, indica.

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