Problemas com atraso de entregas chegam a 6 meses

Sem o serviço, moradores têm pagado contas depois do vencimento; compras pela internet também demoram para chegar nas casas

THIAGO MORELLO - Da Redação • 13/04/2018 09:26:56

Dois meses. Quatro meses. Seis meses. Esse é o tempo em que alguns moradores de Presidente Prudente têm relatado problemas com atraso em correspondências. A greve dos Correios, que atinge capitais pelo Brasil, tem promovido reflexos para o interior paulista. Para ser mais preciso, recentemente, as reclamações vem dos bairros Jardim Novo Bongiovani, Jardim Cobral e Conjunto Habitacional Humberto Salvador. A principal reclamação gira em torno das contas que chegam pelo serviço mensalmente e têm sido pagas com juros, uma vez que chegam após a data de vencimento acordada.

Essa é a realidade das moradoras do Jardim Cobral, Sueli Martins e Maria Aparecida Miguel Marcelino, que por sinal são vizinhas. O problema enfrentado há quase seis meses parte do relato delas. Questionadas sobre o cenário, as respostas não vieram com muito ânimo. “Iiiih, filho, aqui o problema acontece há muito tempo. A gente até desanima. São juros atrás de juros, por pagar conta em atraso, porque nem sempre temos acesso à internet para poder retirar os boletos de outra forma”, completa Sueli.

À reportagem, Maria também lembra que existem períodos em que a situação até se normaliza, por conta das reclamações feitas no SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) do Correios. “Mas isso não dura muito tempo não. A gente liga, fala o problema, aí resolve. Passa um tempinho e começa tudo de novo”, explica. Ela ainda acha mais estranho, o fato de ver motos e carros da empresa pelo bairro, em circulação, porém, nada das correspondências chegarem.

No Humberto Salvador, os funcionários do serviço nem são vistos. Aliás, Bete Orlandi diz que até aparecem, mas não no dia correto. Ela ainda dá um exemplo do número de dias pendentes. Segundo a moradora, quando uma conta está prestes a vencer, tipo dia 25, ela vai chegar só no dia 10 do próximo mês, ou algum dia próximo. “No meu caso, que tenho pendências com banco, não estou conseguindo realizar acordos. Quer dizer, até consigo, mas o boleto não chega na data certa para pagar. Com isso, estou sempre perdendo”, lamenta. Por lá, são quatro meses com a dificuldade.

Já na casa da Daniela e Divair Dacome, o que eles perdem é a conta de quantas vezes as correspondências chegaram depois do que deviam. “E é qualquer tipo: carta, boletos, compras pela internet, coisas que mandamos para outras pessoas, nada chega no prazo”, ressalta a moradora. Ambos ainda relatam que já reclamaram com a empresa, mas de nada adiantou. Eles ainda lembram que o problema não é pontual, pois ouvem relatos na vizinhança. “Já faz uns dois meses que a situação está dessa forma horrível”, finaliza Daniela. O casal é morador do Jardim Novo Bonigovani.

Como já noticiado por este diário em fevereiro, o bairro de Daniela e Divair já passava por esse problema, o que dá os dois meses de dificuldades contados por eles. Ademais, Jardim Paulista, Vila Dubus e Vila Formosa também estavam da mesma forma.

 

Resposta

Na época das primeiras reclamações, a Assessoria de Imprensa do Correios informou que ações são realizadas no centralizador, como a utilização de trabalhadores temporários, apoio de empregados de outras unidades, mutirões e serviço extraordinário, com a intenção de normalizar o que ocorre. A reportagem voltou a procurar a empresa e questionar sobre os novos apontamentos, bem como o que tem feito para melhorar a situação. O Correios manteve o mesmo posicionamento, mas justificou que “os atrasos em Presidente Prudente ocorrem devido à sobrecarga de objetos postais”.

 

SERVIÇO

A empresa diz que permanece à disposição da população pelo Fale com os Correios, no site http://www.correios.com.br ou pelo telefone 0800-725-0100.

 

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