Primeiro semestre denota retomada de investimentos

  • 09/10/2019 05:09
  • Contexto Paulista

O Estado de São Paulo registrou no primeiro semestre de 2019 o segundo maior valor semestral de investimentos empresariais desde 1998, quando foi iniciada pesquisa desse tipo no âmbito oficial. A informação é da Fundação Seade, tendo como base a Piesp (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo). Nos primeiros seis meses do ano, foram contabilizados 182 investimentos empresariais, totalizando R$ 67,7 bilhões. Esse valor é inferior apenas ao apurado no primeiro semestre de 2012 (R$ 74,8 bilhões).

Infraestrutura

Dos recursos anunciados no Estado, 45% (R$ 30,5 bilhões) referem-se à infraestrutura, 32,7% (R$ 22,2 bilhões) à indústria, 13,2% (R$ 9 bilhões) ao setor de serviços e 0,7% (R$ 478,2 milhões) ao comércio, além de 8,6% (R$ 5,6 bilhões) ligados a outros segmentos da economia. Em relação ao primeiro semestre de 2018, os investimentos anunciados este ano cresceram mais de cinco vezes na indústria, triplicaram em infraestrutura e tiveram avanço vigoroso no conjunto denominado “outros setores”, comportamento explicado pelo crescimento da agricultura. O segmento automotivo concentrou mais da metade dos investimentos industriais, seguido pelo ramo de celulose e papel (31,6%). Já em infraestrutura, destacaram-se os investimentos em energia (41,8% do setor) e nas telecomunicações (29,6%).

Todas as regiões

A participação da Região Metropolitana de São Paulo nos recursos anunciados pela Fundação Seade foi de 23,7% (R$ 16 bilhões), vindo a seguir as regiões administrativas de Bauru (R$ 7,2 bilhões) e de Campinas (R$ 4,2 bilhões), enquanto R$ 37,8 bilhões (55,9%) integram a abrangência qualificada como interregionais, por envolverem mais de uma região.

PIB paulista

O jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou que projeções para o PIB de São Paulo indicam que o Estado deverá ter um crescimento próximo do dobro do que será conseguido pelo PIB do Brasil. Segundo a Fundação Seade, São Paulo poderá chegar a uma taxa de crescimento de até 1,7% em 2019, enquanto as projeções feitas para o PIB nacional são atualmente de 0,8%.

Comércio e serviços

Os setores de comércio e de serviços estão puxando para cima os dados do crescimento paulista. O resultado para serviços cresceu 2,5% em relação a julho de 2018 e 2,3% em termos anuais. Já o segmento do comércio obteve um crescimento anual de 3,8%.

MPEs

É positivo para a economia paulista o relatório da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada em parceria com a Fundação Seade com 1,7 mil proprietários de micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo neste primeiro semestre de 2019. O faturamento dos micro e pequenos empreendimentos paulistas fechou o período com incremento de 6,3% no faturamento, já descontada a inflação. A alta foi puxada pelos pequenos negócios do setor da indústria, que tiveram acréscimo de 15,8%, seguido pelo comércio (5,4%) e pelo setor de serviços (4,2%). Em relação às regiões do Estado, o maior crescimento no faturamento foi registrado no Grande ABC, com 11,8%. A receita total das MPEs paulistas nos primeiros seis meses do ano somou R$ 403,4 bilhões.

Setor têxtil em pauta

Na quinta-feira, foi lançada na Alesp a Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento do Setor Têxtil e de Confecções do Estado de São Paulo. "Nosso objetivo é unir forças junto aos trabalhadores e empresários do setor, para estudar e propor políticas públicas que visem a manutenção e geração de empregos, carga tributária adequada, formação de mão de obra para os desafios tecnológicos e contra a concorrência desleal de produtos ilegais”, afirma o deputado estadual Dirceu Dalben (PL). No Estado de São Paulo, 8 mil empresas do ramo e 455 mil empregos diretos representam o setor têxtil. Somente na região de Sumaré, Americana, Santa Bárbara, Hortolândia e Nova Odessa estão instaladas 540 empresas, com 39,7 mil trabalhadores. O Estado representa quase 30% do faturamento nacional do setor.

Turismo paulista

A Azul Linhas Aéreas anunciou o serviço de stopover: passageiros que quiserem estender conexão, na ida ou volta de suas viagens domésticas e internacionais, poderão ficar em São Paulo por até três dias, sem custo adicional. O serviço é oferecido nos aeroportos de Viracopos (Campinas), Guarulhos e Congonhas, e a companhia acena com a promoção do programa em todo o Estado. “Ao oferecer ao turista a possibilidade de ficar em São Paulo sem custo adicional, damos a ele tempo para conhecer a cidade, usufruir dos nossos serviços, e visitar outros destinos no litoral ou interior”, diz o secretário de Turismo, Vinicius Lummertz. “A permanência desses visitantes por mais dias vai estimular ainda mais o turismo paulista, que já cresceu 7,7% no primeiro semestre deste ano, muito acima de toda a economia do país”.

Novos voos

A partir de 20 de novembro, os clientes da Azul de Ribeirão Preto e Bauru terão mais opções de voos diretos para chegarem até São Paulo. E a partir de 27 de outubro, a companhia pretende retornar suas operações em Araraquara.