Prefeitura suspende uso de caçambas comunitárias

Prudente

| BEATRIZ DUARTE - Especial para O Imparcial

As caçambas implantadas no ano passado, em diversos bairros de Presidente Prudente, através do Programa Caçamba Social da Prefeitura, foram retiradas pelo Executivo. O intuito era conscientizar a população em realizarem a destinação correta dos resíduos, evitando descartá-los em áreas públicas e terrenos baldios. Com o encerramento do projeto, moradores reclamam de lixo acumulado em residências. Em nota, a Prefeitura informa que por conta dos sucessivos atos de vandalismo, o serviço precisou ser interrompido e será reformulado. A Semea (Secretaria de Meio Ambiente) está mapeando os pontos mais críticos da cidade em relação aos resíduos irregulares, para que o programa possa ser novamente lançado.

A reportagem esteve ontem em dois bairros, Servantes e em um conjunto de chácaras às margens da Rodovia Júlio Budiski. Segundo o comerciante Gilmar Berbel, 60 anos, que possui uma propriedade na área, as caçambas funcionavam bem no local, até que pessoas que transitavam pela rodovia também passaram a fazer o descarte de lixo, o que ocasionou uma superlotação, já que a Prefeitura não realizava a retirada frequente. “Estava tão cheio que os resíduos eram jogados na via pública, ao entorno das casas”. Ele conta que há duas semanas, o Executivo realizou a limpeza com trator, e construíram cercas para que não fosse mais jogado entulho, após a retirada das caçambas.

Para Gilmar, o impacto não é tão grande como para os demais moradores, por não morar na chácara. “Os vizinhos que residem aqui estão sem como resolver o problema. O meu lixo é pouco, mas fico preocupado com eles, vários já me procuraram para saber qual medida eu estou tomando”. Como solução, ele transferiu o descarte para caçambas localizadas no centro, pois como possui comércio na área central de Prudente, acha que o descarte torna-se fácil na parte da logística.

Já o segurança, João Pedro da Silva, 52 anos, comenta que o problema começou com a grande demanda de lixo, e que algumas pessoas colocaram fogo nas caçambas porque elas estavam cheias. “A queimada durou quatros dias”. De acordo com o morador, o caminhão da coleta de lixo chega somente até a fábrica de leite, há 100 metros da sua casa. “Hoje eu não tenho onde jogar lixo porque não tem mais caçamba e a Prudenco não pode vir até aqui”. Segundo o munícipe, o local é uma área urbana, que exige pagamento de impostos e, portanto, deve receber serviços públicos. “Acho que na questão da caçamba, ela não tem que estar ali, porque todos que passam na rodovia deixam lixo nela”. Ele está sem fazer o descarte do lixo e com os resíduos acumulados no quintal.

Preocupado com a situação, o motorista, João Lorenzetti, 59 anos, também contou que está com resíduos acumulados em casa por não ter onde guardar. “Tínhamos a caçamba porque era uma necessidade, e agora? Não posso sair jogando o lixo na rodovia”. Para ele, o serviço deve voltar, para auxílio dos moradores e das pessoas que ainda estão na fase de construção e não têm onde fazer o descarte de entulhos.

 

Serviço consciente

Além do Servantes, o programa quando em execução, atendeu os jardins Santo Antônio, Augusto de Paula, Cambuci, Jequitibás, Vila Geni, e Terras de Imoplan. Foram instaladas três caçambas em cada ponto destinadas ao descarte de algum tipo de material, classificado por cores: a amarela é para resíduos de construção, entulhos; a verde é para restos de podas e galhos de árvores, e outras vegetações; e a azul é destinada para materiais recicláveis. Ainda conforme a nota enviada pela a Prefeitura, com a reformulação, a intenção do governo municipal é ampliar a frequência de recolhimento das caçambas, para que não haja acúmulo excessivo de lixo nos latões.

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