José Reis - Espaço com 75 terrenos no Distrito Industrial Achiles Ligabô, em Prudente, está paralisado desde 2016 pela Justiça

Foto: José Reis - Espaço com 75 terrenos no Distrito Industrial Achiles Ligabô, em Prudente, está paralisado desde 2016 pela Justiça

DISTRITO INDUSTRIAL

Prefeitura quer assinar contratos de 45,3% dos lotes de distrito em 30 dias

No total, são 34 das 75 áreas com até 5 mil m² existentes no perímetro do Achiles Ligabô; contratos pertencem a 13 empresas já instaladas em Presidente Prudente

  • 03/03/2019 04:51
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

Na linha do tempo, a narrativa histórica do Distrito Industrial Achiles Ligabô, em Presidente Prudente, possui algumas datas são marcantes, como a inauguração do espaço: 12 de setembro de 2015; a paralisação do local: 2016; e sua possível reativação: iniciada em 2018. Mas agora, em 2019, a concretização do funcionamento pode estar mais perto. Isso porque, conforme dados da Sedepp (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), 34 das 75 áreas existentes no perímetro já foram negociadas, o que equivale a 45,3% dos lotes. A novidade deve ser confirmada, com a assinatura dos contratos, nos próximos 30 dias, viabilizando assim o início dos trabalhos.

Quem prevê isso é o titular da pasta, Carlos Alberto da Silva Corrêa, Carlos Casagrande. Segundo o secretario, os números fazem parte do processo licitatório da 1ª Etapa do Edital do Distrito Industrial Não Poluente Achiles Ligabô, localizado na Rodovia Ângelo Rena, finalizado nessa semana. “Nesse primeiro momento, foram 41 lotes de até 5 mil m² [metros quadrados] colocados à disposição, e 34 já com interesse confirmados”, completa.

Tal perímetro deverá ser composto por aproximadamente 13 empresas que já atuam comercialmente na cidade, ainda de acordo com o secretário. “São indústrias que já existem em Prudente e possuem o interesse de expandir, mudar previamente de local”, conta. Mas mesmo com o prazo de 30 estimados para a assinatura dos contratos, Carlos não deixa de lembrar que os proprietários das áreas possuem dois anos para construir, tempo esse que pode ser prorrogado por mais um ano.

Mas a boa contrapartida esperada por ele, e pode-se dizer também pelos prudentinos, é em relação aos impactos positivos que isso deve gerar em curto ou longo prazo. É que a ação e a retomada de um distrito industrial significam “a geração de mais emprego e, consequentemente, renda, bem como aumento na arrecadação de ICMS [Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação] no município”, lista o secretário. Na estimativa, Carlos aposta até mesmo num aumento de 20% na contratação de empregados por essas empresas, gradativamente, e em relação ao quadro de funcionário já existente.

Adequações

Em relação aos outros sete terrenos que sobraram do total colocado à disposição, eles devem ser inclusos num novo processo de licitação logo em seguida, ainda conforme o secretário.

Posteriormente, será realizada a segunda etapa, que vai contar com os 34 lotes restantes. Esses correspondem a áreas ligadas a 24 empresas que efetuaram investimentos e iniciaram construções anteriormente. Para isso, são levantados os valores gastos por cada uma, pois nesta fase, as mesmas serão ressarcidas por aqueles que adquirirem o lote. “São ressarcimentos relativos às modificações nos locais que foram feitas pelos compradores dos lotes na época, mas que não pudera trabalhar em vista da paralisação imposta pela Justiça”, explica Carlos.

Composição e tamanhos

Como divulgado por esse periódico, o projeto tem como objetivo desenvolver a economia local, por meio da atração de novas empresas através de um processo licitatório, onde serão disponibilizados os lotes, com até 5 mil metros quadrados cada um. Ao todo, o distrito conta com 162,4 mil m², composto por ruas pavimentadas, galerias de águas pluviais, rotatória e calçadas com piso tátil e rampas de acessibilidade, além de área arborizada.

 

SAIBA MAIS

O preço do metro quadrado, informado anteriormente pela Prefeitura, seria de R$ 250, e com isso, um lote com cerca de mil metros quadrados terá o preço de RS 250 mil. No entanto, na época em que primeira etapa foi iniciada, a gestão municipal trouxe um diferencial para o projeto, em que cada interessado poderia ter um desconto de 60% a 90% ao adquirir os terrenos, desde que atenda os requisitos da planilha técnica prevista no artigo 7º da Lei 216/2017 do Prodepp/Empresa (Programa de Desenvolvimento Econômico de Presidente Prudente).