2ª semana

Prefeito de Regente protocola petição contra greve

Medida busca regularizar a situação das creches e escolas e evitar que alunos continuem sem aulas por conta da paralisação

José Reis, Em sua segunda semana, movimento já conta com adesão de, em média, 120 trabalhadores José Reis, Em sua segunda semana, movimento já conta com adesão de, em média, 120 trabalhadores

Diante da relutância dos servidores públicos municipais, o prefeito de Regente Feijó, Marco Antônio Pereira da Rocha (PSDB), protocolou uma petição junto ao Judiciário a fim de regularizar a situação das creches e escolas evitar que os alunos continuem sem aulas por conta da paralisação, que entrou ontem em sua segunda semana. Embora o gestor tenha ofertado um aumento de 3% no salário dos funcionários, as categorias ainda cobram a atualização do piso nacional do magistério e a revisão salarial aos demais servidores. Enquanto não há avanços, os trabalhadores montam campana em frente ao Paço Municipal para demonstrar o seu descontentamento e aguardar uma negociação junto ao chefe do Executivo.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, Valdemir Alves da Silva, o movimento já conta com a adesão de, em média, 120 servidores, entre professores, motoristas e profissionais da saúde.

Nas primeiras horas da manhã de ontem, o prefeito Marco Rocha recebeu a reportagem em sua sala para um novo posicionamento sobre a greve. Ele reforça o reajuste de 25% no tíquete de alimentação dos trabalhadores e a concessão dos 3% para a correção dos índices inflacionais. Mais do que isso, seria “inviável”, uma vez que a Prefeitura investe na folha de pagamento aproximadamente 70% de sua arrecadação.

O gestor argumenta que, diferente do que os professores pensam, os recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) não são suficientes para ampliar a folha da Educação que, por si só, “cresceu quase 100% de 2013 a 2017”. “Se oferecêssemos além disso, incorreríamos num erro gravíssimo, que é o de não honrar a folha. A crise que vivemos hoje é dramática e temos outros compromissos para atender dentro da sociedade”, expõe.

Na sexta-feira, a greve passou a contar com a participação dos motoristas. Entre os principais serviços afetados está o transporte de universitários para Presidente Prudente e de trabalhadores da zona rural para a urbana. A este respeito, Marco afirma que a administração está em busca de uma alternativa, sendo que a prerrogativa é terceirizar o transporte dos alunos, o qual, segundo o administrador, é uma “realidade predominante” na região. “Precisamos garantir aos nossos estudantes esta pontualidade no transporte para que não percam aula. Da mesma forma, também procuramos uma solução para a nossa rede de creches e escolas. Recorremos ao Judiciário para saber quais providências tomar e agora aguardamos a manifestação do órgão”, comenta.