Precisamos simplesmente continuar...

  • 04/09/2019 01:29
  • Marcos Alves Borba

Que a cada dia os nossos passos largos e que, jamais sejam de tartarugas, nos remeta a dar continuidade aos sonhos e desejos de conquistas, e claro que de maneira não fugaz, na crença que sempre poderemos cada vez mais.

Quando procuramos, de certa forma, fazer tudo aquilo que almejamos, e que até insistentemente seguimos como forma de evoluir, é possível que o caminho se abra para novos horizontes. Assim, e de maneira mais eficaz, aos planejamentos, sejam eles difíceis ou não, cabe a nossa intenção ser persistente, para que tudo siga de acordo com seu protocolo. Mas, é bem provável que nem sempre foi e será assim, pois uma grande parte não está nem aí para seus improvisados caminhos.

Uma singela noção de um tempo que talvez ainda não aprendemos é quando nos deparamos com as estações do ano, onde cada momento, mesmo sendo pensado e planejado, nos causa um transtorno inaceitável. E nesse exato momento provamos para nós mesmos uma improvável ignorância que nos corrói de maneira perspicaz, ou seja, aceitar ou não uma natureza que nos prova já há algum tempo o quanto ainda não aprendemos nada. Mas, quem nunca se viu ou já passou por situações que jamais se pretende passar? Quem nunca se manifestou contra um determinado momento e ferozmente torceu para que aquele instante não voltasse nunca mais? Mas, afinal de contas, quem sou eu e quem é você, e que desde então procuramos o melhor para irmos um pouco adiante de nossas intenções? Quem são essas pessoas que simplesmente esperam? E até quando?

É bem provável que grande parte de qualquer cobrança tenha as suas virtudes de merecimento. As pessoas só não almejam, mas necessitam como dignidade de sua existência. Então, em determinados dias e momentos sempre surtirá o efeito de suas manifestações, isto é, o que é ser digno de tudo isso? Queremos mais hospitais? Queremos mais remédios? Queremos escolas melhores e com qualidade? Queremos um transporte que nos acolha com mais dignidade? Queremos mais casas que possam acolher mais pessoas desabrigadas? Queremos mais comida na mesa? Queremos mais agasalhos? Queremos algo mais que possa nos acolher e nos deixar como membros de uma sociedade que não só sonha, mas que precisa urgentemente ser digna de uma natureza que ainda não entendemos tão bem. 

Talvez muitos ainda não tenham entendido que toda canção de liberdade vem de algum cárcere, e que talvez, ainda não aprendemos o quanto tudo isso pode nos incomodar. Teria realmente um excesso de pessoas nessa privacidade imensurável de um ambiente nada hostil? Que efeito estufa é esse que se cria um lugar para acumular pessoas de toda natureza, onde se vive o mais esperto e o menos improvável de uma espécie humana que não nasceu para isso?

Afinal de contas, que tempos estamos querendo para que as situações se renovem e sejam mais nítidas de nossas atitudes? Até quando poderemos de maneira inóspita edificar nossas fraquezas e terceirizar nossos impulsos, quando menos esperamos e eles nos afronta de forma inaceitável? Até quando poderemos nos elucidar dos verdadeiros valores, e fazer com que cada um tenha sua responsabilidade num planeta chamado Terra, e que fica na sua essência de poder nos solicitar oportunidades imensas, e ainda não aprendemos a lidar com isso.

Tempo, e esse sempre será a nossa desculpa de que ele irá nos beneficiar de sua glamorosa e generosidade tão específica e muito simples. Quando entendermos que as estações sempre poderão nos agraciar com seus benefícios, sem dúvidas seremos parte de uma natureza chamada amiga.

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