Precisamos falar da ferrovia de cargas

  • 17/03/2020 04:25
  • Marcelo Fritschy

Patrimônio histórico, baixo custo e sustentável em todo o Brasil. Na região do oeste paulista, a ferrovia chegou em 1916, e possibilitou o progresso de diversas cidades. Mas a história também foi marcada pela paralisação do transporte. De lá para cá, o mundo mudou, mas é fato que o transporte ferroviário ainda tem muito para contribuir com o desenvolvimento econômico.

Atualmente, sua inutilização e o descaso tem gerado indignação à população, cujo tema é sempre atual. Participativa na sociedade, a UEPP (União das Entidades de Presidente Prudente e Região) cobra providências concretas da atual concessionária Rumo e de deputados estaduais e federais, governo do Estado, Ministério da Infraestrutura e demais autoridades em busca de apoio para essa reivindicação.

Para trazer grande movimentação de carga, a região do oeste paulista poderia ser contemplada com a efetivação de algumas propostas, como: a manutenção do traçado da Ferrovia Norte-Sul (original de Presidente Venceslau); reimplantação do ramal ferroviário de Dourados (Presidente Prudente/Rosana); reativação e modernização do Terminal Portuário intermodal de Presidente Epitácio; e a implantação na nova concessão do ramal ferroviário de bitola larga entre a Parapuã até Prudente (trecho Jaú), em via paralela com a Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425).

O mundo mudou, mas é fato que o transporte ferroviário ainda tem muito para contribuir com o desenvolvimento econômico

Sucateado, o trecho Presidente Epitácio x Ourinhos x Sorocaba gera à concessionária Rumo uma multa diária de R$ 30 mil. O trecho também visa a ligação e inclusão no PDTL (Plano de Desenvolvimento de Transporte e Logística do Estado de São Paulo). Quanto à possível devolução do modal para a União, embora seja um processo mais demorado e cansativo, poderá ser a saída, caso a Rumo não apresente uma tabela com preços dentro da razoabilidade.

O tema ferrovia se faz necessário e não podemos nos dar por vencidos. Até hoje, é a forma de melhor custo-benefício em relação a outros transportes, sendo um melhor investimento e proporcionando uma queda considerável do tráfego de caminhões pesados nas rodovias mais movimentadas.

 

 

 

 

 

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