População deve aproveitar “deixa” da greve para usufruir de vacina gratuita

31/05/2018 10:18:20

Mais uma vez, diante de uma baixa adesão à campanha de vacinação contra a gripe realizada em todo o Estado de São Paulo, foi necessário prorrogar o prazo para imunização – que se encerraria hoje, mas seguirá até 15 de junho. Apesar de a pasta estadual de Saúde informar que as paralisações dos caminhoneiros em todo o país ao longo dos últimos dez dias – gerando inúmeros problemas de desabastecimento – consistiram no principal motivo da prorrogação, ainda assim é alarmante que para dois grupos prioritários, ainda não estejamos nem próximos de alcançar a meta.

O balanço mais atualizado da VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal) demonstra que a cobertura das gestantes no município é de apenas 47,08% de (1.014 doses das 2.154 mulheres aguardadas) enquanto as crianças têm a menor cobertura, de 45,16% (5.309 imunizadas das 11.755 esperadas). Já no âmbito estadual, a cobertura desses grupos não está muito diferente (de 43% e 42,6%, respectivamente). Para agravar ainda mais o cenário municipal, nessa semana tivemos a confirmação da primeira morte por Influenza (de uma jovem de apenas 22 anos), além de termos dois casos já confirmados (um deles, inclusive, de uma grávida).

A greve dos motoristas acabou dando a “deixa” para a população aproveitar esse tempinho extra para a imunização gratuita nos postos de saúde. No entanto, apesar da dificuldade relacionada à falta de combustíveis que todo o país enfrenta os índices de vacinação abaixo da meta não são novidade, e a prática de prorrogar a campanha tem sido costumeira no Estado ao longo dos últimos anos. Prevalece, portanto, a impressão de que há descaso e falta de compromisso com as pessoas que pertencem aos grupos em ir buscar a vacina.

No caso das crianças, a situação é ainda mais alarmante, visto que os pais não estão sendo negligentes com a sua vida, mas colocando a vida de outros (os filhos) em risco. Ao notarmos que uma moça jovem, infectada com a gripe A, acabou evoluindo para o óbito, é importante proteger aqueles que são mais vulneráveis às complicações da infecção viral (como idosos e crianças).

Nessas horas é importante lembrar que manter a carteirinha de vacinação atualizada não é uma opção individual de cada um, mas uma responsabilidade coletiva no intuito de prevenir uma epidemia de Influenza que, se ocorrer, pode se tornar um problema de Saúde Pública. Devemos aprender com os erros do passado em lugar de continuar “vivendo perigosamente” enquanto o vírus H1N1, H1N2, H3N2 segue em constante mutação e evolução, sempre buscando novos hospedeiros.

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