COTIDIANO

Polos regionais poderão atrair R$ 33,5 bilhões ainda este ano

Os polos de desenvolvimento econômico anunciados quinta-feira pelo governo estadual têm potencial para receber R$ 33,5 bilhões em investimentos ao longo dos próximos meses e gerar quase 30 mil empregos diretos, de acordo com projeção da InvestSP (Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade). Foram anunciados polos nos setores de Saúde e Farma; Metal-metalúrgico, Máquinas e Equipamentos; Automotivo; Químico, Borracha e Plástico; Derivados do Petróleo e Petroquímico; Biocombustíveis; Alimentos e Bebidas; Têxtil, Vestuário e Acessórios; Couro e Calçados; Tecnologia e Eco Flore

  • 25/05/2019 04:29
  • Da Redação

Diversificação nos 11 polos

A maioria das regiões é contemplada em mais de um polo, o que denota a diversificação da economia paulista. O Vale do Paraíba, por exemplo, integra seis polos. São estes os 11 polos regionais industriais paulistas:

 

1.         Agritech, Aeroespacial, Serviços Tecnológicos: Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto;

 

2.         Alimentos e Bebidas: Marília, Bauru, São Carlos, Barretos, São Paulo e Região Metropolitana, Piracicaba, Campinas;

 

3.         Automotivo: Sorocaba, Campinas, Piracicaba, ABC, Alto Tietê, São Paulo e Região Metropolitana, Vale do Paraíba;

 

4.         Biocombustíveis: Barretos, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente;

 

5.         Couro e Calçados: Franca, Bauru, Araçatuba;

 

6.         Derivados de Petróleo e Petroquímico: Baixada Santista, Piracicaba, Bauru, São Paulo, Alto Tietê, Vale do Paraíba;

 

7.         Eco Florestal: Vale do Ribeira;

 

8.         Metal-metalúrgico, Máquinas e Equipamentos: Ribeirão Preto, Central, Piracicaba, Sorocaba, São Paulo, Alto Tietê, Vale do Paraíba;

 

9.         Químico, Borracha e Plástico: Baixada Santista, São Paulo e Região Metropolitana, Campinas, ABC, Alto Tietê, Vale do Paraíba;

 

10.       Saúde e Farma: Ribeirão Preto, Campinas, São Paulo e Região Metropolitana, Alto Tietê;

 

11.       Têxtil, Vestuário e Acessórios: São Carlos, Itapetininga, Sorocaba, São Paulo e Região Metropolitana, Vale do Paraíba.

 

Tecnologia e petróleo

Dos 11 polos regionais, nove já possuem projetos em negociação com a InvestSP e tendem a ganhar celeridade a partir de agora, segundo a agência. No total, são 79 projetos que já estão sendo negociados junto à agência paulista. O segmento de tecnologia é o que mais tem despertado o interesse do setor privado: existem nove projetos de investimento em andamento, com potencial para injetar no Estado pouco mais de R$ 10 bilhões e gerar quase 10 mil empregos. Em segundo lugar aparece o setor de derivados de petróleo e petroquímico, com três projetos sendo negociados e potencial de R$ 9,2 bilhões em investimentos. Esses dois setores representam juntos pouco mais de 50% do potencial de investimento.

 

Inovação e empregos

De acordo com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, o objetivo do programa é fomentar e incentivar o aumento da produtividade da indústria, atraindo investimentos, impulsionando a inovação e a geração de empregos e renda, ao reunir na mesma região geográfica políticas para determinado setor produtivo. Os benefícios serão concedidos de acordo com a necessidade de cada de setor e são baseados em seis pilares: Fiscal e Regulatório; Financiamento - Articulação de políticas de financiamento setoriais; P&D e Tech (Ecossistema de Inovação); Qualificação de mão de obra; Infraestrutura e Serviços; e Ambiente de negócios & Desburocratização.

 

Capacitação de mão de obra

Ao anunciar o programa, o governador João Doria (PSDB) ressaltou os “cursos customizados e adequados às demandas das regiões, por meio das Fatecs e Etecs”, referindo-se à qualificação de mão de obra como um dos estímulos do governo do Estado ao desenvolvimento destes polos. “Estamos ajudando e tendo foco para auxiliar os setores produtivos nos polos que foram aqui anunciados”, disse. O programa conta com uma parceria com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para oferecer crédito às empresas beneficiadas.

 

De vento em popa

●          Entre março e maio, a Secretaria de Turismo de São Paulo liberou cerca de R$ 40 milhões para estâncias turísticas e MITs (municípios de interesse turístico). Os repasses foram destinados para obras de infraestrutura.

●          A Translift iniciou a produção de AGVs (veículos automaticamente guiados) em sua fábrica de São Bernardo do Campo, no Grande ABC. Com investimento de R$ 3 milhões, a empresa desenvolveu o modelo de robô AGV Lince, que se assemelha a uma plataforma autoguiada, indicado para o transporte e abastecimento de linhas de produção.

●          A Aptiv investiu R$ 30 milhões em uma nova fábrica em Espírito Santo do Pinhal. O espaço tem 18,6 mil metros quadrados de área construída, suficiente para expansão em três anos. A fábrica emprega 1,3 mil funcionários e produz 30 mil chicotes por dia.