EMILIANÓPOLIS

Polícia apura suposto desvio de R$ 556,3 mil em Prefeitura

Valor foi constatado após fiscalização de representantes do Tribunal de Contas do Estado; tesoureiro foi afastado provisoriamente

  • 09/04/2019 16:11
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

A Polícia Civil investiga um suposto crime de peculato ocorrido na Prefeitura de Emilianópolis. Conforme valores conferidos pelo TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) foi constatado desvio de aproximadamente R$ 556.362,02 do caixa do município. Devido à investigação, o tesoureiro da Prefeitura, um homem de 72 anos, que atua no cargo desde 2001, foi afastado provisoriamente da função.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil, que deverá ouvir testemunhas nos próximos dias. Segundo o delegado Claudinei Alves, o suposto desvio foi verificado na semana passada, durante visita periódica de representantes do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo que fiscalizaram a documentação da Prefeitura, com base no que foi cadastrado no Portal da Transparência.

Segundo a autoridade, o investigado deverá ser ouvido para se posicionar a respeito do assunto. “Foi instaurado inquérito sobre crime de peculato, e estamos em busca de respostas para descobrir para onde foi o dinheiro”, afirma o delegado. O documento tem o prazo de 30 dias para ser concluído, no entanto, como necessita da produção de provas, Claudinei acredita que o prazo poderá ser prorrogado.

Processo administrativo

De acordo com o advogado Emir Alfredo Ferreira, do departamento Jurídico da Prefeitura de Emilianópolis, o prefeito João Batista Amaral (PTB) abriu processo administrativo disciplinar para investigar o suposto desvio de dinheiro. “O Tribunal de Contas do Estado nos comunicou que o suposto crime ocorria desde 2014, mas, até então a diferença não havia sido apontada no relatório do exercício anterior”, afirma o advogado.

Diante do fato, explica que a Prefeitura tomou as providências cabíveis junto à Polícia Civil, Tribunal de Contas e Câmara Municipal. No documento encaminhado pelo advogado à reportagem, consta que o município criou uma comissão composta por três membros para apurar os fatos investigados.