Morte de advogado

Polícia aguarda defesa do acusado considerado ser elo em crime

Vilson José Rosa foi preso na semana passada e é apontado como contratante do executor de crime e fornecimento de materiais

ROBERTO KAWASAKI - Da Redação • 08/08/2018 06:21:00

Deve ser ouvido ainda nesta semana o acusado de ter fornecido materiais e armamento utilizados na execução do advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico, 55 anos, morto na manhã do dia 13 de junho no interior de seu escritório, localizado no centro de Presidente Venceslau. De acordo com o delegado Everson Aparecido Contelli, a investigação aponta que Vilson José Rosa é considerado o elo entre o empresário Luiz Henrique Almeida Reis, mandante do crime, e o suposto executor, Wagner Oliveira da Silva, 32 anos, possivelmente contratado pelo acusado.  

Segundo o delegado que investiga o crime, a defesa do terceiro envolvido no crime ainda não foi apresentada, “mas a expectativa é de que ainda nesta semana isso se concretize”. Com o mandado de prisão temporária de 30 dias, ele segue preso na cadeia pública de Presidente Venceslau enquanto a investigação ocorre. Desta forma, o caso ainda não é considerado como encerrado, uma vez que o delegado afirma que “dependendo da evolução do interrogatório, pode ser que mais oitivas ocorram”.

Como noticiado por O Imparcial, Vilson José Rosa foi preso na sexta-feira, em São Bernardo do Campo (SP), no ABC Paulista.  De acordo com o delegado, ele é acusado de ter fornecido a arma utilizada para assassinar o advogado, as amarras plásticas e fitas adesivas que foram utilizadas como mordaças na ação. “A investigação indica que o acusado foi quem contratou o suposto executor para participar do crime, sendo ele um elo entre o empresário, que é o mandante, e o atirador”, afirma a autoridade. A reportagem ainda não obteve o nome da defesa do acusado.

O crime

Conforme noticiado por este diário, o advogado Nilson Carreira foi morto a tiros na manhã do dia 13 de junho, em seu escritório localizado no centro de Venceslau. O primeiro suspeito do crime foi preso na ocasião. Em abordagem policial, ele foi revistado e confessou que, junto a um amigo, se deslocou de São Bernardo do Campo (SP) até o escritório de advocacia, onde amarrou as funcionárias e disparou três vezes contra a vítima. Com o preso, foi localizado um revólver calibre 38, com três munições deflagradas e três intactas. Além disso, os policiais localizaram fitas de mordaça, abraçadeiras de plástico e R$ 2 mil em dinheiro.

Posteriormente, as investigações policiais identificaram que a possível causa do crime seria uma ação trabalhista ajuizada por Nilson contra o mandante Luiz Henrique Almeida Reis, em 2006, quando um motorista embriagado, que dirigia um caminhão da transportadora do empresário, envolveu-se em um acidente de trânsito que causou a morte de um motorista autônomo de Venceslau. Diante da ocorrência, a família da vítima moveu uma ação contra a empresa, atualmente avaliada em R$ 1,5 milhão, que corria há anos na Justiça.

Em junho, ocorreram as reconstituições do crime junto ao suposto executor Wagner Oliveira da Silva, 32 anos; o mandante do crime, empresário Luiz Henrique Almeida Reis, 45 anos, e, em seguida, com uma testemunha da ocorrência. Os dois acusados continuam detidos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá, enquanto a investigação continua.

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