Transporte ferroviário  Plano de logística segue sem avanço

 06/12/2017  - THIAGO MORELLO - Da Redação

A A A

Ontem, por volta das 15h, antes que a reunião entre a UEPP (União das Entidades de Presidente Prudente e região) e a Rumo/ALL (América Latina Logística) fosse realizada, com a intenção de dar um passo adiante à elaboração do plano de logística, o vice-presidente da entidade, Marcos Antônio Carvalho Lucas, disse à reportagem que a expectativa para o encontro era de trazer a proposta, postergada “há tempos”, prometida para o trecho ferroviário que liga Presidente Epitácio a Ourinhos (SP). Contudo, minutos depois, ele pode presenciar a promessa, mais uma vez, não sendo cumprida, e o status anterior se permanecendo, no qual o plano continua estagnado e segue sem avanço. O debate foi realizado no Hotel Aruá, em Prudente.

Em uma discussão, segundo o vice-presidente da UEPP, que perdura há anos, uma pré-proposta até foi apresentada na tarde de ontem, porém, “não houve transparência no retorno da Rumo”. Na ocasião, o diretor comercial da empresa responsável, Luís Neves, apresentou uma tabela, na qual exige 3 milhões de toneladas/ano, com a estimativa de custos para a logística do perímetro de Presidente Epitácio, Ourinhos, Rubião Junior, Santos, Maringá a Paranaguá (PR), de R$122/tonelada.

O que foge da ideia apresentada pela UEPP, como já noticiada neste diário, com a proposta de viabilidade do transporte de carga com 500 mil, 750 mil e 1 milhão de toneladas/ano na região entre Presidente Prudente e Presidente Epitácio. Além disso, foi citado o trecho de Araucária/Canoas (PR), cuja quilometragem é similar à da região, e é cobrada R$ 75/tonelada, bem abaixo do valor inicial proposto.

“Infelizmente, a gente volta a congelar, em uma situação que precisa ser resolvida o quanto antes. Nos resta agora tomar providências legais para exigir que uma resolução seja feita”. É desta forma que Marcos relata o cenário, que ganha outro capítulo em sua novela, mas que, na verdade, mais parece uma reprise. Para ele, o assunto ainda é mais importante, ao pensar nos ganhos para a região com a reativação do serviço, que se traduz em “necessidade de mão de obra local, bem como a positividade em ter a região de volta no radar logístico estadual”.

Em resposta à reportagem pela situação atual em que se encontram as negociações, a Rumo/ALL limitou-se a informar que “a concessionária apresentou algumas soluções de transporte para Presidente Prudente, de acordo com a demanda captável na região”. Além disso, diante os questionamentos, reiterou que a empresa ainda se ofereceu para firmar contratos comerciais com possíveis interessados.

Comentário